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Kimi Nii apresenta a exposição Donguri, no Museu Oscar Niemeyer

  • Por Jornalista Externo

  Divulgação / MON
Divulgação / MON

As 81 esculturas se constituiem numa versão em madeira ? Giroforma.

?Donguri, koro koro, donguri, koro koro…? é uma música infantil japonesa que significa ?avelãs rolando, rolando…?. Essa melodia desenhada na memória de Kimi Nii deu origem a esta série, com 81 esculturas recentes, exibida na mostra. As obras foram produzidas nos dois últimos anos. O curador Agnaldo Farias diz que ?o formato irregularmente cônico da casca da avelã é também o embrião das formas apresentadas por Kimi Nii para esta exposição, e a instabilidade delas, passível de se manifestar a partir da manipulação pelo público, um de seus aspectos essenciais?.

O Museu Oscar Niemeyer realiza nesta terça-feira (16), às 19h, a abertura da mostra para jornalistas e convidados. O público poderá visitar a exposição entre 17 de janeiro e 27 de maio.

Consagrada por seu trabalho em cerâmica de alta temperatura, Kimi Nii introduz nesta mostra uma novidade: a madeira. Donguri reúne 80 trabalhos em cerâmica e uma versão em madeira ?Giroforma, obra em grande formato, com 2,70m de altura e 2,70m de diâmetro. Farias lembra que a introdução da madeira na produção da artista incluiu a realização de novos procedimentos.

?Enquanto a argila vem do chão e o trabalho se dá na dimensão da mão, a madeira exige também os braços, o corpo, porque é matéria de expansão vertical como as árvores?, afirma o crítico. A exposição conta ainda com outra série ?Dimantes?, constituída de relevos de parede, feitos em cerâmica com formas pontiagudas, dispostos de maneira contínua em grande painel, ou divididos em pequenos grupos.

?Valendo-se delas (obras) a artista coloca em cena o modo peculiar com que enfrenta o dilema resultante entre a geometria e a organicidade, a idéia e a matéria, o pensamento e a ação. Simultaneamente, jogando com a variação de escala, demonstra como essa operação traz consigo relações entre a obra e o visitante distintas entre si?, escreve Agnaldo Farias.
 
Kimi Nii

Kimi Nii nasceu em Hiroshima, no Japão, em 1947, dois anos após o ataque com a bomba atômica. A artista chegou ao Brasil em 1957 e ingressou na arte da cerâmica em 1979, fazendo objetos escultóricos que lhe renderam exposições em galerias de arte a partir da década 80. A primeira foi na Mônica Filgueiras, onde conheceu e começou a conviver com muitos artistas.

Depois, participou de coletivas e realizou individuais em outras galerias paulistanas, como Nara Roesler, Raquel Arnaud e Deco, além de duas mostras individuais em Tóquio. Kimi Nii também é designer e sempre está presente nas principais exposições nacionais e em eventos internacionais, representando o Brasil.

?Mantendo a sua vocação geométrica, Kimi volta-se à natureza e afaga com o olhar e com as mãos a aparência do mundo natural, retendo a sua lógica para materializá-la em esculturas de barro que virtualizam a realidade orgânica?, escreveu certa vez o professor Miguel Chaia, preconizando a essência do processo utilizado pela artista.  

Serviço Exposição:
DONGURI –  ESCULTURAS DE KIMI NII
Abertura Convidados: 16 janeiro
Abertura Público: 17/01 
Período de Exibição: até 27 de maio
Apoios: Secretaria de Estado da Cultura e Governo do Paraná
Onde: Museu Oscar Niemeyer
Endereço: Rua Marechal Hermes, 999
Centro Cívico ? CEP: 80530-230
Telefone: (41) 3350-4400
Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h
Preços: R$ 4,00 adultos e R$ 2,00 estudantes
(Crianças de até 12 anos, maiores de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas, do ensino médio e fundamental, agendados não pagam).

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