No dia 15 de agosto, às 18h30, o Itaú Cultural lança no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, o catálogo de 1911-2011 Arte Brasileira e Depois, na Coleção Itaú, onde a mostra continua em cartaz até dia 19, ocupando três salas de 500 m2 cada uma. Para o coquetel de lançamento, aberto ao público, está programado um bate-papo com o curador da mostra Teixeira Coelho, responsável, ainda, pelo texto e a seleção das 190 obras e imagens que compõem a publicação e dão um panorama do percurso da produção artística brasileira no último século.

“A mostra é uma retrospectiva da arte produzida no Brasil neste período, que abrange do pré-modernismo até a atualidade, com as obras pertencentes à Coleção Itaú, entre pinturas, esculturas e instalações”, conta o curador. O catálogo, de acordo com ele, reflete em livro o que o público viu nas exposições tanto em Curitiba quanto no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e no Paço Imperial, no Rio de Janeiro.

As 344 páginas da luxuosa publicação – entre simples, duplas e quádruplas para melhor visualização das obras – apresentam tanto as peças em destaque, quanto imagens da montagem dessas três exposições. Como todos os produtos editados e produzidos pelo Itaú Cultural, ela não será comercializada, sendo distribuída entre o público voltado para as artes: gestores culturais, artistas, bibliotecas especializadas e formadores de opinião.

A curadoria de Teixeira Coelho nessa mostra foi além do retrato histórico da produção contemporânea nacional, em um percurso livre por temas, estilos e modos de pensar o mundo e a arte. Ela é dividida em seis grandes grupos orientados cronologicamente e relacionados aos temas abordados nas obras: A Marca Humana; Irrealismos; Modos de Abstração; A Contestação Pop; Na Linha da Ideia; e Outros Modos, Outras Mídias. O recorte é amplo e heterogêneo, desenhando um cenário das artes plásticas brasileiras que passa por territórios demarcados e explora novas propostas.

Atualmente, o acervo da Coleção Itaú contém cerca de 3,6 mil itens representativos de todos os movimentos da história da arte nacional. Somado às mais de 6,4 mil peças da Coleção Numismática, com moedas, condecorações em medalhas, e aos cerca de 2,2  mil itens da coleção Brasiliana, totaliza mais 12,2 mil obras. “Esta série de mostras e agora a realização do catálogo fazem parte do esforço permanente do Grupo Itaú para que o grande público tenha acesso aos diferentes recortes dessa coleção”, conta o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron.

Recortes da Coleção Itaú

O Itaú Cultural tem organizado diferentes exposições com recortes do acervo de obras de arte do grupo Itaú-Unibanco para dar acesso ao grande público em São Paulo e em outras cidades do Brasil. A primeira foi a Coleção Itaú Contemporâneo Arte no Brasil 1981-2006, exibida no próprio instituto. Em seguida, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp) apresentou Coleção Itaú Moderno Arte no Brasil 1911-1980.

Em 2011, a instituição começou a itinerância das obras, conferindo assim maior democracia no acesso ao acervo. Até o momento, foram 14 mostras apresentadas em seis países e em sete cidades brasileiras, vistas por cerca de 400 mil pessoas. Entre elas, destaca-se Moderna para Sempre, que privilegia as obras plásticas do período modernista brasileiro, com curadoria do fotógrafo Iatã Cannabrava.

Parte das imagens exibidas naquele momento esteve presente na exposição O Elogio da Vertigem: Coleção Itaú de Fotografia Brasileira. Com curadoria de Eder Chiodetto, esta abriu o calendário 2012 exibida na Maison Européenne de la Photographie, internacionalmente reconhecida por seu trabalho de difusão da fotografia mundial.

Serviço

Lançamento do catálogo 1911-2011 Arte Brasileira e Depois, na Coleção Itaú

15 de agosto, às 18h30

Coquetel e bate-papo com o curador Teixeira Coelho

Aberto ao público

Exposição 1911-2011 Arte Brasileira e Depois, na Coleção Itaú

Até 19 de agosto (domingo)

Das 10h às 18 h

R$ 4 (inteira), R$ 2 (meia)

Bilhetes vendidos até as 17h30