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‘Hobbit’ e seus incríveis efeitos especiais

O que é melhor que bom? Ótimo. Quando entrevistou o trio de atores de Hobbit – A Desolação de Smaug, num hotel do Soho, em agosto, o repórter ainda não havia visto a segunda parte da nova trilogia de Peter Jackson. De volta a J. R. R. Tolkien e à Terra Média. Naquele momento, foi possível somente ver o material promocional que já estava na internet, incluindo a agora já clássica cena dos barris levados pela correnteza (com os anões dentro). Ela já se destacava como a mais movimentada e excitante de A Desolação de Smaug. Como disseram dois dos atores envolvidos na cena – Richard Armitage e Orlando Bloom, o anão Thorin e o elfo Legolas -, ela virou a menina dos olhos de Jackson.

“Filmamos durante 12 semanas. E eu quase morri afogado”, confessou Armitage. É estranho conversar com um gigante de quase dois metros que aparece comprimido, digitalmente, na tela para representar um anão. Armitage conta que quase havia morrido afogado na cena do submarino de Capitão América, como o espião que tenta escapar do herói. “É um complô de Hollywood: eles querem me matar”, brinca. A cena dos barris na água é uma mera referência no livro de Tolkien, O Hobbit, mas Jackson imediatamente percebeu seu potencial cinematográfico.

Ela deveria terminar o primeiro filme, quando o projeto de O Hobbit ainda era um díptico. Ao expandir sua narrativa e transformar os dois filmes previstos em três, Jackson jogou os barris na correnteza para a metade do segundo filme. A Desolação começa explicando o motivo pelo qual os anões precisam de um ladrão – Bilbo – para levar adiante seu plano de reconquistar a cidadela de seu povo, agora ocupada pelo dragão. A importância da pedra de Arken é rapidamente estabelecida. “Peter (Jackson) é um grande narrador e o melhor de ele ter transformado os dois filmes em três foi que a luta de Thorin para restabelecer a glória de seus ancestrais ganhou em profundidade psicológica”, diz o ator.

O personagem tinha algo de bidimensional, agora é verdadeiramente humano, ou o que se supõe que seja um humano. “Thorin estabelece sua liderança, e ela não é tranquila. Se as coisas podem piorar com ele, você pode ficar certo de que pioram.” E a cena dos barris? “Peter construiu um set com a correnteza na área aberta dos estúdios de Wellington (Nova Zelândia). Mas imagens também foram captadas num fiorde da Islândia e em CGI (efeitos digitais). O que posso dizer é que me molhei bastante. E quase morri ao ficar preso no barril.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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