Augustinho Argemiro Ludwig
e Orlando Frizanco.

Sempre que posso, visito o colega Aramis Chain em sua livraria, e discorremos sobre os mais variados temas. O diálogo é rico. Outro dia, enquanto conversávamos, fomos surpreendidos pela chegada agradável do escritor Orlando Frizanco, que trazia consigo o último lançamento, o livro intitulado História de Jaguariaíva, volume I.

Além de Frizanco, a obra é assinada por Augustinho Argemiro Ludwig e conta com o apoio e o incentivo científico, cultural e técnico da Fajar-Faculdade Jaguariaíva – e Fati -Faculdade Educacional de Arapoti. O trabalho possui 277 páginas, com fotos em quase todas as páginas, além da cópia do Alvará Imperial de Dom Pedro I, de 1823, e de trechos do Primeiro Livro Tombo da Paróquia do Senhor Bom Jesus da Pedra Fina, de 1823, entre outros.

Jaguariaíva é elevada à categoria de município em 21 de maio de 1892, e a elevação da sede municipal à categoria de cidade deu-se aos 5 de maio de 1908. A cidade, que está localizada na região norte do Estado, próxima a Ponta Grossa, tem uma população de 34.513 habitantes. Originou-se a partir de um pouso de tropeiros no memorável caminho do Viamão, às margens do Rio Jaguariaíva, por volta de 1765.

 O livro trata de temas paranaenses e brasileiros.

Um dos fatos curiosos que o livro traz ocorreu quando o coronel Luciano Carneiro Lobo, um dos fundadores da cidade, foi convidado para participar do casamento de Dom Pedro I, filho de Dom João VI (muito amigo do coronel), com a arquiduquesa Dona Carolina D?Áustria. Na oportunidade, o coronel presenteou os noivos com 500 novilhas. Este gesto sensibilizou a pessoa de Dom Pedro I, que atendeu a solicitação dos pedidos da fundação das Freguesias de Jaguariaíva e Sant?Anna de Ponta Grossa. Assim, a fundação da Freguesia de Jaguariaíva, separada de Castro, ocorreu oficialmente aos 15 de setembro de 1823, devido à perspicácia do Coronel Luciano.

O livro é uma boa opção de leitura para pessoas interessadas na história do Paraná e do Brasil, por tratar, inclusive, da Revolução de 30 e da Revolução Constitucionalista de 1932. Jaguariaíva se envolveu nas duas revoluções, conforme explicam os autores na página 116: ?Da mesma forma que em 1930 a cidade é considerada um ponto estratégico importante, tendo em vista o entroncamento ferroviário que liga o Estado de São Paulo com o sul do Brasil e liga o norte do Estado do Paraná ao Estado de São Paulo?.

Detalhe: conforme Orlando Frizanco, brevemente será lançado História de Jaguariaíva, volume II, que tratará das biografias e genealogias das famílias de pioneiros da cidade.

Jorge Antonio de Queiroz e Silva (queirozhistoria@uol.com.br) é palestrante, pesquisador, historiador, professor. Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.