O público de Curitiba terá a oportunidade de assistir mais uma vez, ao vivo, a apresentação da Orquestra Filarmônica de Israel, sob regência do maestro Zubin Mehta. O concerto será na próxima quarta-feira, a partir das 21h, no Teatro Guaíra, em Curitiba, e faz parte das comemorações de 25 anos de fundação da Associação Alirio Pfiffer.
No programa, a apresentação das peças 5.ª de Beethoven e a 9.ª de Dvorak. Toda a renda arrecadada com a bilheteria será revertida para equipar o novo ambulatório do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital de Clínicas, responsável por 40% dos transplantes de medula realizados no País, atendendo crianças e adultos de todo o Brasil.
A Filarmônica de Israel e Zubin Mehta são antigos freqüentadores de temporadas brasileiras de música clássica. A última apresentação em Curitiba ocorreu há 27 anos. Já em São Paulo aconteceram duas apresentações, em 1993 e 1997, sendo que, na última apresentação, reuniram cerca de 40 mil pessoas no Parque do Ibirapuera, num grande concerto ao ar livre. A maior apresentação aconteceu no Central Park, em Nova York, quando 1 milhão de pessoas assistiram ao maestro reger a filarmônica.
O maestro
Considerado um dos maiores regentes de todos os tempos, Zubin Mehta está na direção artística da Filarmônica de Israel desde 1968, sendo em 1981 nomeado seu diretor artístico vitalício. Nascido na Índia, Mehta recebeu sua educação musical em Viena, Áustria, mas sua longa e bem sucedida carreira internacional começou em Londres, Inglaterra. Seguramente o regente mais visto do mundo, Zubin Mehta já regeu a orquestra Sinfônica de Montreal (1962-67), Orquestra Filarmônica de Los Angeles (1962- 68) e é atualmente diretor artístico da Orquestra do festival ?Maggio Musicale Fiorentino? e diretor geral e de música da Bavarian State Opera em Munique, Alemanha.
Mehta recebeu inúmeras condecorações como a Ordem de Lótus na Índia, e os títulos de Doutor Honoris Causa pelas universidades de Tel-Aviv, Hebraica de Jerusalém – da qual é membro honorário do departamento de música – e pelo Instituto Weisman.
Filarmônica
Fundada em 26 de dezembro de 1936 pelo músico e violinista polonês de origem judaica Bronislaw Huberman, a Filarmônica de Israel como é conhecida hoje chamava-se originalmente Orquestras Palestina e foi primeiramente constituída por 75 músicos judeus de várias orquestrar européias, recrutados por Huberman. Sua primeira apresentação foi marcada pelo concerto no Levant Fair Hall em Tel-Aviv, Israel, no dia 26 de dezembro de 1936, e contou com a regência do mais renomado maestro da época, o italiano Arturo Toscani, que ao aceitar o convite de Huberman para o concerto de abertura, deixando uma série de compromissos para trás, disse: ?…estou fazendo isso pela humanidade…?, provavelmente considerando a criação da Orquestra Palestina, e o concerto em si como um protesto pacífico contra os regimes facista e nazista.
A primeira década de trabalho da orquestra, então formada por músicos de diversos estilos, foi de cristalização e acertos. No entanto, a segunda década foi a mais significativa da história da orquestra em função da criação do Estado de Israel, motivo pelo qual a orquestra mudou de nome passando de Palestina para Filarmônica de Israel.


