A temporada 2006 da tradicional programação infantil da Fundação Cultural de Curitiba, com espetáculos gratuitos de bonecos no Bondinho e nos teatros do Piá e da Maria, tem início neste final de semana. A encenação de peças de bonecos, a cargo de conhecidas companhias curitibanas, proporciona às crianças um programa que une lazer e cultura, estimulando o gosto pelo teatro.
No sábado (04), o cartaz do Bondinho (Rua das Flores), às 11h, é o espetáculo "O Trem Azul do Homem Palco", com a Cia KaragozK. A montagem também é a atração de domingo (05), às 11h, no Teatro do Piá (Praça Garibaldi). Ainda no domingo, às 16h, está agendada para o Teatro da Maria (Parque Barigüi), a apresentação da peça "O Mundo Encantado da Magia", de Valdemiro Bordenowski.
Um dos nomes mais conhecidos do teatro infantil paranaense, Valdemiro Bordenowski tem mais de 50 anos de trabalho nos palcos, atuando como mágico, ilusionista, ventríloquo e bonequeiro. Em sua mais recente criação, a peça de bonecos "O Mundo Encantado da Magia", Bordenowski resgata de forma lúdica a época na qual a imaginação era fundamental para o divertimento da criança. O autor revive o período em que o sonho e a magia ocupavam o lugar da televisão, da internet e das diversões eletrônicas no imaginário infantil. O interesse da platéia é despertado pelo faz-de-conta e pelo jogo dramático que usa a curiosidade para explorar o novo. Os bonecos Juquinha e Bastião ganham vida nas mãos do artista e de sua filha, Rejane Bordenowski, envolvendo os espectadores num show de sons e movimentos.
A Cia KaragozK é a responsável pela encenação de "O Trem Azul do Homem Palco". A peça, escrita, encenada e dirigida por Marcello Andrade dos Santos, foi criada em 1999 e desde então obtém sucesso em apresentações nas ruas, em escolas e festivais. O próprio ator carrega o palco, que possui bonecos e adereços utilizados em cena, além da cortina que permite, ao abrir e fechar, visualizar o ator com máscaras e, na parte superior, os bonecos. A montagem conta com a participação do curitibano Tarcisio Meira, que manipula os bonecos, toca violão, canta e interage com o homem palco, em cenografia assinada por Daisy Nery.
A técnica utilizada por Marcello dos Santos já era conhecida na China, antes de Cristo, e agora foi reinventada com músicas e desenhos originais. Com o objetivo de resgatar as cantigas de roda, o autor investe no caráter interativo do espetáculo para levar adultos e crianças a uma viagem mágica pelos caminhos da memória e da imaginação.