Salma Hayek como a artista
plástica mexicana: biografia morna.

De um lado, a estonteante Salma Hayek como a pintora mexicana Frida Kahlo. Do outro, os garotos Thomas Jane, Jason Lee, Damian Lewis e Tom Sizemore, e o nem tão garoto Morgan Freeman, dando vida ao mais recente livro de Stephen King, O Apanhador de Sonhos.

Aparentemente, o resultado é um empate. Nenhum dos dois filmes deve mudar a sua vida. As avaliações preliminares sobre Frida são de que se trata de uma bela oportunidade perdida por Hollywood, de fazer uma cinebiografia original da artista mexicana. Quanto ao Apanhador, os comentários também não têm sido dos mais lisonjeiros.

Vencedor dos Oscar de Maquiagem e Trilha Sonora, Frida tem bons momentos e sacadas visuais interessantes, mas o roteiro deixaria bastante a desejar. Uma pena, já que a Frida original foi uma personagem fascinante: esposa do pintor comunista mexicano Diego Rivera (atuação elogiada de Alfred Molina), era bissexual e teria se relacionado com Josephine Baler e com o revolucionário Trótski (Geoffrey Rush), a quem acolheu no seu exílio no México.

Os brasileiros ainda temos um motivo para ver (ou esquecer definitivamente) o filme: a participação de Caetano Veloso, entoando a música-tema Burn it Blue, logo no início dos créditos finais. O doce bárbaro não levou o Oscar, mas conseguiu se apresentar e ser aplaudido na festa dos yankees.

O Apanhador de Sonhos, por sua vez, gira em torno de um argumento esquisito – um grupo de quatro amigos, que na infância defendiam um garoto estranho, e em troca recebem poderes que os une de uma forma muito além de uma simples amizade. Agora adultos e cada um tocando a sua vida, eles resolvem se reunir numa cabana na floresta para caçar, quando são tomados por um terrível pressentimento. Primeiro surge um caçador sinistro, perdido e carregando uma tenebrosa doença. Em seguida vêm a inevitável tempestade e uma força alienígena que vai aterrorizar a todos. Ou seja, Stephen King preso ao eterno suspense claustrofóbico de O Iluminado.

Animatrix

A melhor estréia da semana deve ser mesmo O Vôo Final de Osiris, aperitivo de animação digital do aguardado Matrix Reloaded, que deve entrar em cartaz no Brasil em 23 de maio. O curta-metragem de onze minutos será exibido antes de O Apanhador de Sonhos, e pode ser definido como uma “introdução explosiva” do segundo filme da trilogia Matrix. “É um híbrido entre Matrix Reloaded, o game Enter the Matrix e os outros filmes que estão sendo criados para a Animatrix [histórias que unem a temática de Matrix com os desenhos japoneses “anime”]”, resume o diretor Andy Jones, convidado pelos irmãos Wachowski para dirigir o curta.

Duas novas salas

Curitiba acaba de ganhar duas novas salas de cinema. São os cines Portal, no Portal Plaza Shopping, no Boqueirão. Os dois cinemas abrem com um festival de filmes a preços promocionais (4 e 2 reais), com sete produções: Xuxa e os Duendes 2, Amor à Segunda Vista, Demolidor – O Homem Sem Medo, O Pequeno Stuart Little 2, Harry Potter e a Câmara Secreta, O Senhor dos Anéis – As Duas Torres e Deus é Brasileiro.

Nesta primeira semana, até o dia 24, escolas carentes da região terão sessões gratuitas. Haverá ainda uma exibição exclusiva para os operários da obra. Cada sala comporta 150 pessoas, acomodadas em poltronas com porta-copos, ambiente climatizado, tela I-Max e som dolby surround.

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O Portal Plaza Shopping fica na Rua Maestro Carlos Frank, 1.351. Telefone (41) 286-4442. Até o dia 30, ingressos a 4 reais. Depois, de segunda a quinta, 5 reais, e às sextas, sábados e domingos, 6 reais.