Domingos de Oliveira teve Carreiras premiado como melhor filme.

Em cerimônia de encerramento terça-feira, dia 2 de maio, no Cinema Arlequin, o público se despediu do Festival de Cinema Brasileiro de Paris conhecendo os premiados desta oitava edição e assistindo ao longa Cidade baixa, de Sérgio Machado, que apresentou o filme ao lado do co-roteirista Karin Aïnouz.

A sala lotada com mais de 400 pessoas aplaudiu com estusiasmo a decisão do júri, formado pelo diretor Radu Mihaileanu e os atores Maria de Medeiros, Mathieu Demy, Clement Sibony e Sara Forestier, que concederam prêmio extraordinário de Menção Hon-rosa para o documentário Soy Cuba – O Mamute Siberiano, dirigido por Vicente Ferraz.

Em seguida, Carreiras, de Domingos de Oliveira, foi premiado como Melhor Filme de Longa-Metragem, considerado pelo júri como um retrato forte de nossa sociedade desestabilizada. Além de Carreiras e Soy Cuba O Mamute Siberiano, participaram da competição os filmes Árido Movie, de Lírio Ferreira, Bendito fruto, de Sérgio Goldenberg, Coisa mais linda, de Paulo Thiago, Crime delicado, de Beto Brant, Cabra-cega, de Toni Venturi e O veneno da madrugada, de Ruy Guerra.

Durante a cerimônia, o júri foi unânime em destacar o trabalho do ator Leonardo Medeiros no longa-metragem Cabra-cega, dirigido por Toni Venturi.

Estudantes das escolas de cinema Louis Lumière e La Fémis formaram um júri que analisou os oito curtas-metragens em competição, premiando o experimental Man. Road. River, de Marcellvs L.

Durante os sete dias do festival, quase seis mil expectadores prestigiaram as mais de trinta sessões de longas e curtas-metragens e através do voto direto elegeram o documentário Coisa mais linda, de Paulo Thiago, vencedor do Prêmio do Público.

As sessões do festival foram seguidas de debates com representantes dos filmes. Este ano participaram: Lírio Ferreira, Paulo Thiago, Lúcia Murat, João Falcão, Toni Venturi, Katia Lund, Leonardo Edde, Juliana Carneiro da Cunha e Luis Carlos Nascimento. Um dos debates mais animados aconteceu após a sessão dos curtas dirigidos pelos alunos das escolas de audiovisual Nós do Cinema e Nós do Morro. A platéia não queria encerrar a conversa com o diretor Luís Carlos Nascimento do Nós do Cinema e, encantada com o discurso afinadíssimo do jovem diretor, formou um grupinho em torno dele para mais perguntas no saguão do cinema.

O Festival de Cinema Brasileiro de Paris contou durante cinco anos com o patrocínio da Petrobras, mas nesta edição a parceria não foi renovada sob a alegação de que a partir deste ano seriam concedidos patrocínios para projetos culturais realizados fora do Brasil somente nas praças onde a Petrobras tem interesse comercial. A realização do evento foi possível graças ao trabalho de mais de 30 voluntários franceses e brasileiros e aos apoios das empresas TAM, que concedeu as passagens, e Natura.