Foto: Divulgação

A atriz mineira Cida Mendes.

Uma comédia sobre o cotidiano de uma dona-de-casa simples e contestadora, que leva o público a refletir com humor a respeito da simplicidade da vida mesmo num mundo globalizado, marca a abertura da programação do 34.º Fenata – Festival Nacional de Teatro, que começa hoje, apresentando espetáculos para todos os gostos em três mostras competitivas – adulto, espetáculos para crianças e de rua – além de mais dois programas constantes das mostras alternativa e paralela. Com a encenação da peça Concessa tecendo prosa – sucesso de público e de crítica por esses brasis afora -, logo após a solenidade oficial que abre hoje a temporada teatral na cidade (Cine-Teatro Ópera, 20h30), o festival recebe a atriz mineira Cida Mendes (Belo Horizonte), que faz uma ?apresentação especial? (hors concours) dentro da mostra competitiva adulto.

Em sua trigésima quarta edição, o Fenata, tradicional promoção da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais Proex / Divisão de Assuntos Culturais (DAC),  prossegue até terça-feira próxima, dia 14, com uma programação que contempla quatro espaços já consagrados em sua trajetória: – Auditório da Reitoria do Campus Central da UEPG (Praça Santos Andrade, S/N.º), onde acontece a mostra alternativa; Teatro Marista (Rua Rodrigues Alves, 701), com a mostra de espetáculos para crianças; Calçadão da Coronel Cláudio (espetáculos de rua); Espaço Cultural Chic-Chic do Sesc-Ponta Grossa (Rua Theodoro Rosas, 1234 – mostra paralela) e as dependências do Cine-Teatro Ópera, onde a mostra competitiva adulto será apresentada pela primeira vez (ingressos simbólicos a R$ 2,00 na portaria do teatro).

Cartaz de hoje

Espetáculo escrito e interpretado por Cida Mendes, sob a direção de Iolene De Stefano, Concessa diverte e resgata os valores mais íntimos do espectador, ao envolvê-lo nas emoções, sentimentos e aspirações tão comuns a milhares de mulheres brasileiras. Livre de preconceitos e agressões, a peça se destaca como um entretenimento para todas as idades, raças, religiões e culturas. Uma descrição precisa do espetáculo foi feita pela crítica Clara Arreguy em artigo publicado no jornal Estado de Minas: ?Concessa tecendo prosa é um monólogo com texto, densidade dramática e situações cômicas que tanto divertem quanto emocionam o telespectador. A emoção, por sinal, surge como o melhor termômetro para explicar por que essa comédia foi um dos maiores sucessos das três últimas edições da campanha de popularização do teatro.

Ao contar a sua história, Concessa envolve a platéia numa viagem ao interior de Minas Gerais e da alma feminina mais simples, aquela cujo centro é a família, a luta junto ao marido pela subsistência, a difícil criação dos filhos, primeiro na roça e depois na periferia da cidade. Entre ?causos? engraçados, expressões divertidas e bordões que a platéia abraça, generosamente, a atriz vai se permitindo ação interior e exterior, alternando momentos muito engraçados com outros de comoção verdadeira. Enquanto isso, passa seu cheiroso cafezinho, mais um convite à adesão do espectador. Conquistado pela empatia despertada por personagem e atriz, o espectador quer mais é provar uma ?xicrinha? daquele café e estender a prosa até onde der. A moça é boa de papo e de emoção. Quem assiste aproveita bem, uma vez que essa é uma comédia de alto nível, sem apelações que choquem ou agridam qualquer faixa etária.