O terceiro dia de desfiles da São Paulo Fashion Week, realizado nesta terça, 25, começou na Estação Pinacoteca, com a apresentação de Fernanda Yamamoto. Instrumentistas tocavam ao vivo, enquanto modelos góticas desfilavam looks pretos rebuscados. Fernanda é a rainha das tramas e das nervuras. Para a coleção, utilizou um tecido desenvolvido com resíduos têxteis. Na contramão da moda rápida e do movimento do “see now, buy now”, ela representa hoje um time de estilistas que fez carreira em ateliês próprios, urbanos, investindo em um trabalho autoral.

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Nesta temporada, ela apostou em uma coleção de alfaiataria com as clássicas ricas de giz feitas com fios de nylon, o que proporcionou um efeito 3D interessante às peças. As aplicações em flores chamaram a atenção. O desfile do grupo Nohda também trouxe bordados lindos em modelagens amplas e supersofisticadas. Para produzir a coleção, os três estilistas do grupo se reuniram em torno da mesma passarela, armada no Teatro Oficina.

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Patricia Bonaldi, da Patbo, entrou com o toque romântico, Luiz Claudio, da Apartament03, trouxe sua alfaiataria minimalista, e Lucas Magalhães, da marca homônima, entrou com o olhar despojado.

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“Eles fizeram uma roupa de festa confortável, esportiva e refinada, mesclando um pouco da expertise de cada um”, diz Bia Paes de Barros, consultora de moda. O fio condutor da apresentação foi a modelagem ampla das peças, característica desta temporada. É fato: o extragrande está na moda.

No desfile da marca carioca A. Brand, o novo jogo de proporções, com essas peças alongadas e folgadas, ficou visível. Destaque para os blusões compridos usados com calças de tricô. As peças combinam com a vibe descompromissada do Rio.

Outra que mergulhou no clima praiano foi a estilista Lolita Hannud, que trouxe uma coleção resort repleta de maiôs, biquínis e saídas. Famosa por seu trabalho com tricô, ela usou a moda dos anos 1990 como ponto de partida para criar peças retas, algumas de tons neon. A única coisa que pareceu fora de sintonia no desfile foi a ambientação que serviu de cenário para o show, uma livraria. (Colaborou Gabriela Marçal)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.