Casada com um carioca e dona de um bar na zona leste que tem samba e feijoada como atrações principais, a empresária paulistana Rosana Albertini, de 49 anos, foi ao Samba do Trabalhador pela primeira vez em 2009. Gostou tanto que passou a se planejar para viajar ao Rio às segundas-feiras, e agora não faz isso sozinha – nem só acompanhada pelo marido.

“Em junho, alugamos uma van e fomos para o Rio em 15 pessoas. Um bate-volta: saímos de manhã, passamos a tarde e a noite ouvindo o Samba do Trabalhador e voltamos, a tempo de trabalhar na terça”, diz.

“O pessoal gostou tanto que vive pedindo que eu organize outra excursão. Tem cada vez mais gente interessada, daqui a pouco vamos lotar um ônibus. A próxima excursão deve ser em agosto”, anuncia, antes de confessar que já voltou ao Clube Renascença em julho, desta vez só com a família.

“Para quem é dono do próprio negócio fica mais fácil viajar em plena segunda, mas, para quem é empregado, fica complicado”, avalia. “Naquele grupo de 15, alguns trabalham por conta, mas 4 tiveram que negociar folgas”, conta Rosana. “Agora, poder prestigiar a roda de samba sem sair de São Paulo será ótimo, estarei lá.”

A gerente comercial Ladyjane Barros Maria, de 31 anos, é outra moradora de São Paulo que costuma ir ao Rio para prestigiar a roda de samba promovida às segundas-feiras. “Uma amiga carioca me apresentou ao Samba do Trabalhador em 2013, e em um ano já voltei lá cinco vezes”, conta a torcedora da Vai-Vai. “Negocio folga no trabalho, compenso em outros dias, dou um jeito e compareço”, diz.

A lista de frequentadores e convidados da roda de samba de Moacyr é extensa e repleta de personalidades. Músicos (sambistas ou não) e atores são presenças constantes. O jornalista Chico Pinheiro já comemorou aniversário lá, e o médico Drauzio Varela e até o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa já foram conferir o samba. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.