O Skol Beats não é mais aquele. Dividida em dois dias, a oitava edição do festival tinha o objetivo de oferecer mais conforto ao público e de apresentar novas tendências da música. O evento reuniu cerca de 39 mil pessoas (14,6 mil no dia 4 de maio e 25 mil no dia 5) segundo a produção. Mas quem andava pelas tendas e pelo palco principal enfrentou os mesmo problemas das edições anteriores, que não desapareceram por causa do público reduzido: banheiros lotados e em estado lamentável, grande distância entre as tendas e um line-up que não levou em consideração a diferença entre as atrações.
No primeiro dia, uma das atrações mais relevantes, a dupla canadense MSTRKRFT, não apareceu. Segundo a organização do Skol, tiveram problemas para vir da Argentina. O americano Afrika Bambaataa, muito relevante na história da música eletrônica, fez um show morno. Com isso Addictive TV, que fez uma mixagem entre música e imagem, e o brasileiro Gui Borato, roubaram a cena. Mas nada que valesse os R$ 120 da entrada.
No sábado, a coisa mudou um pouco de figura: o duo Crystal Method resolveu deixar a música eletrônica de lado e apostar em hits de rock, e a aguardada dupla Simian Mobile Disco fez uma apresentação empolgante com músicas de seu recém-lançado álbum. O trio curitibano de funk Bonde do Rolê fez uma apresentação divertida, mas que pareceu agradar apenas a alguns fãs que foram exclusivamente ao Skol para vê-los.
Mas o auge do festival foi mesmo na tenda Terra The End, com o set do francês Laurent Garnier. Durante as três horas em que o francês comandou as picapes, a área ficou lotada, numa apresentação que misturou diversos gêneros musicais: música eletrônica, rock, disco e até jazz. A dama do electro, Miss Kittin, também conquistou a simpatia dos presentes com sua performance marcada por vocais sintetizados, na mesma tenda.