E a Giannini? A marca de guitarras nacionais mais conhecida, fundada no Brasil em 1900 pelo italiano Tranquillo Giannini como uma loja de violões, se equilibra nas cordas trêmulas do setor. Quem falou com o jornal O Estado de S. Paulo foi o diretor comercial e de marketing da empresa, Flavio Giannini.

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Como estão as vendas de guitarra da Giannini hoje? Vocês sentem uma queda, como os outros fabricantes mencionam?

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Nós continuamos com guitarras em nossa linha, mas houve uma queda em relação ao ano de 2016 de 45%.

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Olhando para os últimos dez anos, o que se percebe com relação ao perfil do consumidor da marca? Alguns entrevistados contam que jovens estão começando a tocar mais tarde, que muitos trocaram instrumentos por computadores.

Com a não obrigatoriedade do ensino musical no currículo escolar e com a concorrência de videogames, YouTube e aplicativos, perdemos muitos consumidores, e isso está crescendo cada vez mais.

Quando falamos que o rock mudou, um possível termômetro talvez seja a ausência de novos heróis do instrumento. Essa falta de renovação de ídolos e a consequente mudança de comportamento dos guitarristas podem afetar as vendas do instrumento?

Com certeza, não temos mais ídolos em guitarras como antigamente. A falta de não ter em quem se espelhar colabora com a queda das vendas.

Em meio a tantas variáveis, como a Giannini consegue se manter por tanto tempo? Qual a melhor estratégia para uma marca de guitarras?

A Giannini não é somente uma marca de guitarras, temos uma vasta linha de instrumentos de cordas bem como a fabricação de encordoamentos para todos eles. O fato de estarmos com um mix de produtos extenso faz com que tenhamos facilidade em manter nossa marca sempre presente.

O que faz com que essa invenção, a guitarra elétrica, sobreviva à revolução tecnológica e comportamental pela qual passamos?

Essa é a resposta que o mundo dos fabricantes de guitarras está procurando saber. Acredito que estamos passando por um ciclo que está para terminar. O universo de instrumentos musicais já passou e ainda passa por ciclos em vários segmentos. Este é o momento da guitarra.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.