O grupo Elinga Teatro de Angola vem de Luanda, na Angola, para apresentar
Kimpa Vita, a Profetiza Ardente que estreou nesta domingo (22), no Fringe. A
encenação acontece de até o dia 25 na Sala Londrina, no Memorial de
Curitiba.

A peça narra a vida de Kimpa Vita, sacerdotisa de uma sociedade secreta do
Congo chamada Kimpasi, no século 18. Mais tarde, convertida à fé cristã,
passou a ser conhecida como Beatriz e dizia que era a representação de Santo Antônio.

Com isso, arrastou uma multidão de fiéis, criticando a Igreja Católica e combatendo a decadência do Reino do Congo. Como Joana D´Arc, Kimpa Vita foi vítima da inquisição: morreu queimada em uma fogueira no ano de 1706, com 22 anos.

“Kimpa Vita conseguiu a adesão do povo e criou uma estabilidade social e política para o Congo. Isso acabou se espalhando por vários países africanos e permanece até hoje em duas religiões: o Quimbandismo e o Tocuismo”, conta o autor e diretor José Mena Abrantes, que também assina o texto de Âmesa, peça integrante do Fringe.

Abrantes diz que o ponto central da peça se baseia na ação de ‘Kimpa Vita’ na resistência contra o poder colonial e na adaptação da religião católica às condições africanas. 

“A partir do confronto entre a Kimpa Vita e um padre católico, surgem na
peça as informações históricas”, salienta o diretor.

Serviço:

22 às 21h, 23 às 12h, 24 às 15h e 25 às 18h
Sala Londrina (Memorial de Curitiba)