Em Busca da Luz: Memórias de Dorinha Duval, do jornalista Luiz Carlos Maciel e da publicitária Maria Luíza Ocampo, é a biografia autorizada de uma das mais marcantes artistas do cenário cultural brasileiro. Como uma das cobiçadas certinhas do Lalau, marcou época com sua beleza e talento, mas entrou para a história pelo assassinato do próprio marido.

Dorinha, com 73 anos, no livro editado pela Record (288 páginas), conta detalhes de sua trajetória, da infância até o atual trabalho como artista plástica, passando pelo teatro de revista e o tempo na prisão. Ela foi julgada, condenada e cumpriu pena pelo crime e, hoje, aprende a viver com o erro do passado através da arte e da espiritualidade.

Com o gravador, Luiz Carlos capturava as memórias de Dorinha e as colocava no papel. “Sempre fui péssima para escrever. Luiz Carlos é uma pessoa tranqüila, achei que seria uma boa ele escrever o livro”, explica a artista, observando a propósito do crime: “Eu fico com a impressão que as pessoas marcam isso, como se a minha vida fosse só o momento da tragédia. A minha vida é um encadeamento de acontecimentos e o assassinato é uma parte deles”.

Se o livro tem uma mensagem, ela é a que Dorinha Duval experimentou: a capacidade do ser humano de superar a adversidade e reconstruir a vida, aprendendo com os próprios erros.