Rio – Enquanto a cultura regulamentada e presente nos grandes meios de comunicação diminui de tamanho e como força produtiva, numa crise com quase uma década, a cultura da periferia cresce e se torna uma força econômica importante.

Em Belém do Pará, com o movimento tecnobrega, há quase 6.000 postos de trabalho (entre formais e informais), mas o fenômeno não se restringe a este gênero – do qual a banda Calipso é só a ponta do iceberg – nem à região Norte.

Espalha-se pelo Brasil (com o funk carioca, o samba duro baiano, o lambadão cuiabano, a tchê music gaúcha, etc.) e tem correspondências em toda a América Latina. Para entender o fenômeno, a Fundação Getúlio Vargas e o antropólogo Hermano Vianna divulgaram esta semana a pesquisa ?Cultura livre, negócios abertos?, realizada em Belém no ano passado.