Como as tvs farão a cobertura das eleições municipais

O telespectador interessado nas eleições municipais tem uma maratona à frente. As principais emissoras de tevê aberta e por assinatura pretendem dar ao público condições de acompanhar toda a movimentação eleitoral em tempo real. Equipes de reportagem da Band, Globo, SBT, RedeTV!, Record, além de GloboNews e BandNews, vão mostrar, ao vivo, o que acontece nas principais cidades e capitais do país no dia do pleito. “As pessoas estão mais politizadas e se interessam muito pela cobertura”, acredita João Marcos dos Santos, chefe de redação do jornalismo da Band.

Desde de cedo, as tevês acompanham o pleito. “Vamos começar às 7 h e iremos até, pelo menos, meia-noite. Enquanto os principais candidatos não forem dormir, continuaremos preparados”, garante João Marcos. Além da movimentação, ao vivo, nas principais cidades, Globo e a Band contam, ainda, com equipes de repórteres no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, em Brasília. Além disso, a Band preparou um estúdio apenas para as eleições, onde Roberto Cabrini e José Paulo de Andrade, da Rádio Bandeirantes, entre outros apresentadores, vão fazer rodízio como âncora.

Ainda de manhã, às 8 h, a Globo leva ao ar o Boletim Eleições, apresentado por Renato Machado, que vai mostrar o início das votações, e volta às 12 h, num “flash” de 5 minutos. Já o SBT, segundo Hermano Henning, diretor de jornalismo da emissora, vai ter quatro estúdios para cobrir o pleito: em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e no TSE . “Vamos aproveitar também as afiliadas para informar o público de cada região”, garante Hermano. A RedeTV! vai manter toda a equipe de jornalistas de plantão no domingo. José Emílio Ambrósio, diretor de jornalismo da RedeTV!, assegura que a emissora está pronta para cobrir eleições municipais pela primeira vez. “A experiência profissional em coberturas eleitorais é grande”, afirma José Emílio.

Segunda etapa

Fechadas as urnas, as tevês mudam o foco da cobertura para os resultados. Na Globo, Alexandre Garcia, Franklin Martins e Márcio Gomes apresentam o Boca de Urna. Na Band, estão planejadas mesas de debate. A primeira será mediada por Carlos Nascimento, com comentários do cientista político Bolívar Lamounier e a presença de integrantes do PT e PSDB. Durante a mesa, a Band traz os resultados da apuração a cada 10 minutos. A Record planeja entrar no ar às 17 h, com o jornalista Bóris Casoy. “Assim que os resultados da boca-de-urna saírem, eu entro, quando necessário, para cobrir a apuração e, eventualmente, fazer entrevistas”, adianta o âncora do Jornal da Record.

O telespectador vai poder continuar acompanhando a votação também à noite, quando os resultados já devem estar definidos. Na Band, às 21h45, o Jornal da Band é especial sobre eleições. Na Globo, o Fantástico também cobre o pleito. “Além de informar os fatos que podem ajudar o eleitor no dia da votação, vamos fazer uma cobertura ampla, com clareza e isenção”, resume Carlos Henrique Schroder, diretor da Central Globo de Jornalismo. A Globo continua com flashes durante a madrugada. Na segunda de manhã, o Bom Dia Brasil vai ter dez minutos a mais que o normal. E vão ocorrer entradas ao vivo na programação matinal. As outras emissoras repercutem as eleições durante a programação.

TV por assinatura

O telespectador também vai poder acompanhar as eleições pela tevê por assinatura. A BandNews vai acompanhar o pleito 24 horas, com entradas ao vivo e todos os programas voltados para a cobertura eleitoral. Já a GloboNews vai exibir o Em Cima da Hora, com “flashes” da votação em todo o país. Às 17 h, entra no ar o Boca de Urna juntamente com a Globo. Em seguida, a emissora vai ter uma programação especial acompanhando a apuração oficial ao vivo.

O juiz da fiscalização de propaganda eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Luiz Márcio Pereira, adverte que, se o telespectador perceber privilégios a qualquer candidato na cobertura, pode avisar à fiscalização ou ao TRE de sua região. “O tratamento entre os candidatos deve ser equilibrado. As emissoras devem ater-se à parte jornalística, sem vantagens a nenhum candidato”, teoriza Luiz.

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