choro210105.jpg

Izaías do Bandolim.

A Oficina de Música de Curitiba, além de promover anualmente cursos de diversos instrumentos, deixa marcas registradas na cidade. Uma delas é o Clube do Choro de Curitiba, que nasceu há três anos durante uma das edições da etapa de MPB e, hoje, é reconhecido como um dos mais atuantes do País. Para comemorar o terceiro aniversário de fundação, seus integrantes promovem neste domingo, dia 23, a partir do meio-dia, uma imperdível roda de choro no Beto Batata do Alto da XV (R. Professor Brandão, 678). O evento, com entrada franca, faz parte do Circuito Off e começa com a 20.ª edição do Festival do Clube do Choro de Curitiba, concurso mensal aberto a jovens instrumentistas que devem apresentar choros inéditos. Depois da premiação é a vez dos músicos consagrados – que participam na Oficina deste ano como professores – subirem ao palco para uma integração musical com os chorões da cidade.

Para a roda de choro deste domingo já estão confirmadas as participações ilustres de Izaías do Bandolim, do violonista Israel Bueno de Almeida e do percussionista Guello. É praticamente certa também a presença da cantora Mônica Salmaso, madrinha do Clube do Choro. Entre os músicos locais já garantiram a escalação oficial na roda os "sócios-titulares" João Egashira (bandolim), Gabriel Schwartz (flauta), Tiziu (violão), Denis do Pandeiro e Julião Boêmio (cavaquinho). No repertório que será decidido na hora não faltarão os clássicos Doce de coco (Jacob do Bandolim), Carinhoso (Pixinguinha), Pedacinhos do Céu (Waldir Azevedo), Flor Amorosa (Joaquim Calado) entre outras. "Por enquanto não temos nada combinado", revela Izaías que, com 52 anos de carreira, dá a dica: "Numa boa roda fica mais gostoso combinar o que vai tocar na hora".

O violonista João Egashira comenta que essa é mais uma oportunidade para os músicos de Curitiba tocarem com instrumentistas de outras cidades e, com isso, trocarem experiências musicais. "É muito importante para os jovens chorões tocarem ao lado de nomes como Izaías do Bandolim, Joel Nascimento, Luiz Otávio Braga e Paulo Sérgio Santos, que vêm a Curitiba participar da Oficina de Música", comenta. Robert Amorim, o Beto Batata, que oferece seu restaurante como sede oficial do Clube do Choro de Curitiba, concorda com Egashira e completa: "Nesse tipo de roda de choro todo mundo sai ganhando. Os músicos e, principalmente, o público que assiste, encontros musicais memoráveis".

Sobre a 20.ª edição do Festival do Clube do Choro de Curitiba que acontece a partir do meio-dia, Egashira comemora o sucesso da iniciativa. "Em dois anos foram compostos 150 choros inéditos e conseguimos estimular a produção dos músicos locais com uma média de sete composições inéditas por mês." O sócio-fundador do clube revela que todo o material está gravado e o próximo passo é fazer um livro de partituras com os choros que participaram dos festivais.

Serviço

Circuito Off – Clube do Choro de Curitiba convida Izaías do Bandolim, Guello e Israel de Almeida. Domingo, a partir do meio-dia, no Beto Batata do Alto da XV (R. Professor Brandão, 678 – telefone: 262-0840). Entrada franca.