No dia 14 de novembro, a atriz Cleyde Yáconis completa 86 anos com muitas conquistas a celebrar. Na juventude, sonhara ser médica, mas para sobreviver trabalhava como produtora no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde sua irmã, Cacilda Becker, era a estrela. Em 1950, por saber o texto de cabeça, sobe ao palco para substituir a atriz Nydia Licia, subitamente doente, em “Anjo de Pedra”, de Tennessee Williams. Não saiu mais. No ano seguinte já receberia um prêmio de atriz revelação por “Ralé”, de Gorki.

Quase 60 anos depois, Cleyde Yáconis tem seu talento mais do que reconhecido e está em plena forma. Hoje à noite, em festa para convidados, recebe merecida homenagem – o Cosipa Cultura, em São Paulo, será batizado Teatro Cleyde Yáconis. A celebração será aberta com um show de Lucinha Lins e Cláudio Lins, ao piano, cantando “Sonho de Atriz”, composta por Cláudio especialmente para Cleyde – e Irene Ravache e Débora Falabella como mestres de cerimônia.

Caso pouco comum na cena teatral, Cleyde Yáconis vem realizando grandes trabalhos após ter completado 80 anos. Por isso, para seus admiradores, o melhor começa na sexta, quando essa atriz dá ao seu público uma nova chance para ver, ou rever, “O Caminho para Meca”, seu mais recente e elogiado trabalho, com direção da mineira Yara de Novaes e texto do sul-africano Athol Fugard. As informações são do Jornal da Tarde.

O Caminho para Meca. 90 minutos. Teatro Cleyde Yáconis (288 lug.). Av. do Café, 277. Tel. (011) 5070-7018. 6.ª, 21h30; sáb., 21 h; dom., 19 h. Ingressos a R$ 10.