Snoop Dogg, rapper de Los Angeles, dirige negócios (sua gravadora Doggystyle e a grife de roupas com seu próprio nome), trabalha em filmes premiados (Dia de Treinamento, com Demy Moore) e ainda cria álbuns que levam seu estilo musical a novas alturas, como Paid Tha Cost To Be Da Boss (EMI/Capitol), seu sexto álbum solo.

Snoop não amenizou seu lado exaltado. Ele traz sua típica fúria com sabor de gângster- encontra-cafetão em Paid Tha Cost To Be Da Boss. Com seu lado gângster, detona todos, desde Xzibit a Kurupt e líderes notórios da Death Row Records em Pimp’t Slapped. Suge Knight’s a bitch and that’s on my life (Suge Knight é um vadio e isso está na minha vida), ele rosna sobre o ritmo inspirado em funk do promissor Josef Leimberg. Em outras faixas Snoop mostra completamente seu estilo cafetão. You Got What I Want, Suited N Booted, Boss Playa, Wasn’t You Fault e Lollipop, produzida pelo Just Blaze.

Paid Tha Cost To Be Da Boss marca o desenvolvimento criativo de Snoop Dogg. O artista deixou o mundo do hip-hop ansioso por seu próximo passo depois da participação com Dr. Dre em 1992 na faixa-título para a trilha sonora do filme com Laurence Fishburne Traindo o Inimigo. Desde então, Snoop Dogg tem sido visto como um dos mais dinâmicos artistas do hip-hop, fazendo raps com todos, de Jay-Z a Wu-Tang Clan, passando por Jermaine Dupri e OutKast.

Animositisomina

Quando a primeira faixa de Animositisomina, Animosity, começa a tocar tem-se a nítida sensação que só existe o Ministry e que o resto são meros covers. Tudo que Barker e Jourgensen construíram ao longo dos anos, catarses, fúrias e abusos tecnológicos foram intensificados, em seus efeitos máximos, neste disco. O álbum segue com Unsung, um fio de alta tensão cheio de faíscas. Stolen é como estalar de uma pele queimando, com a sutileza da explosão de um caminhão-tanque. The Light Pour Out of Me é uma música que eles tocam desde 1988 nos shows, mas na verdade pertence ao grupo pós-punk Magazine. Broken é um metal animado.

Al Jourgensen formou o Ministry em 1981. Al nasceu em Cuba e ainda muito jovem, com sua mãe, foi para os Estados Unidos. Jourgensen começou trabalhando como DJ e se juntou a uma banda new wave chamada Special Affect. O primeiro álbum do Ministry, With Sympathy saiu em 82. A trajetória do grupo pelos anos 80 ganhou respeito no cenário industrial, isso por ser um dos pioneiros do estilo.

Sucessos do Uriah Heep

The Best Of… Part 1 traz os maiores sucessos do Uriah Heep dos primeiros e melhores anos do grupo. São treze músicas de 1970 a 1976, entre elas Gipsy, do primeiro álbum, Very’Eavy Very’Umble, Salisbury em versão editada, já que a original possui 16 minutos, July Morning, The Wizard, além das faixas bônus, Easy Livin e Stealin, ambas ao vivo. Esta compilação foi inicialmente lançada em 75 e depois remasterizada e relançada em 1996.

Se você não conhece ou não se lembra da melhor fase do Uriah Hepp, The Best Of… Part 1 vai lhe mostrar!

Grupo inglês de heavy metal progressivo, fundado por David Byron e o guitarrista Mick Box no final dos anos 60, foi com o álbum Demons and Wizards, lançado em 72, que o grupo, com sua formação definitiva, Mick Box, David Byron, Ken Hensley, Gary Thain e Lee Kerslake, viu seu auge. A banda teve mais de 30 músicos diferentes em sua história, sendo Mick Box o único membro que permaneceu nos 20 anos de existência do Heep. Mesmo com a alta rotatividade dos integrantes, o Uriah Heep vendeu mais de 30 milhões de discos em todo o mundo.

Prepare o pescoço

Em comemoração aos 10 anos do grupo, chega Lovecraft e Witch Hearts, um disco duplo, reunindo o melhor do Cradle of Filth. São mais de 140 minutos de ocultismo, música macabra e pesada, com faixas tiradas dos álbuns Dusk and Her Embrace, Cruelty and The Beast, From The Craddle to Enslave e Midian (o último trabalho do grupo, de 2000), além de remixes e covers inéditos. Entre as faixas estão Dusk and Her Embrace, Malice Through the Looking Glass, Cruelty Brought Thee Orchids e Amor e Morte. O CD vem em uma embalagem especial com direito a pôster.

O Cradle of Filth sempre se destacou por suas letras bem escritas com certa dose de poesia, todas a cargo de Dani. Os temas sempre giraram em torno de vampiros e na lenda de Elizabeth Bathory, uma aristocrata européia do século XVI que torturava e matava seus criados, pois acreditava que bebendo o sangue deles sua beleza seria conservada para toda eternidade. Além disso, a imagem do grupo sempre chamou atenção: caras pintadas e roupas características, com um apelo gótico forte.

João Victor & Vinícius

Compositores de sucessos gravados por Zezé di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone, Cleiton e Camargo, a dupla João Victor e Vinícius resolve também mostrar a cara. E grava Eu Preciso Desse Amor (Warner Music).

O álbum de estréia traz Vidas Cruzadas.Com, de Fátima Leão e João Gomes; Oh… Trem Bão, escrita pela dupla em parceria com Felipe, da dupla Felipe e Falcão; Armadilha do Amor, de Elias Muniz, e Com a Bunda no Vento, também de Fátima, que assina quatro composições no CD.

Detalhe: Felipe e Fátima Leão têm uma participação do tamanho de um trem na história da dupla. Felipe, que também assina a produção do disco, é pai de Vinícius. Fátima é a mãe – e autora de sucessos como Tranque a Porta e Me Beija e Quem Sabe de Mim Sou Eu, de Zezé e Luciano, entre outros clássicos sertanejos.