A Casa João Turim, espaço localizado no Largo da Ordem, em Curitiba, recebe hoje a exposição do artista plástico paranaense João Moro. O público poderá conferir de perto a exposição Deformação da história, que vai trazer dois trabalhos inéditos do artista.

A mostra tem entrada franca e ficará exposta até o dia 6 de junho. Natural de Pato Branco, sudoeste do Estado, Moro está radicado na capital paranaense há quase 30 anos. Ele já ganhou prêmios nacionais, como a 8.ª Mostra Nacional da Gravura, em 1988, e também expôs seus trabalhos em outros países, como o Japão.

De acordo com Moro, as duas obras trazem centenas de bustos de personalidades históricas, deformadas propositalmente para que soassem como pessoas anônimas.

“O primeiro é um painel em relevo feito em resina sintética e pintado de alumínio com uma multidão de rostos deformados e amontoados de personagens célebres da cultura universal. Já o segundo também traz os mesmos rostos, só que desta vez estão em uma instalação flutuante. A diferença é de que esses rostos estão pintados de branco, desmontados e deformados que preenche a sala e são reapresentados de uma nova maneira que provoca o observador a reflexão”, avalia.

Moro diz que o objetivo das duas obras é o de transpor a realidade. “É como se fossem peças ditadas pelo inconsciente. Eu me inspirei a partir de 76 bustos que fiz para o Parque de Ciência Newton Freire Maia, onde você vai encontrar bustos de personalidades como Leonardo Da Vinci, Albert Einstein, Santos Dumont, entre outros. Estou na expectativa de que dê tudo certo, uma vez que trata-se de um material diferenciado”, afirma.

Ele diz ainda que a escolha da Casa João Turim para expor sua arte não poderia ser mais acertada. “O espaço é ideal porque é especializado em esculturas. Isso sem falar que João Turim foi um dos maiores escultores do Paraná. Estou contente em poder utilizar a casa para mostrar ao público essas obras, que consumiu de mim e da minha equipe pouco mais de um mês de trabalho”, conta.