O cantor João Gilberto sofreu esta semana a segunda derrota em sua tentativa de tirar das livrarias uma biografia não autorizada sua, João Gilberto, de Walter Garcia, editada pela Cosac Naify. Em 2012, o músico já tivera um pedido para suspender a publicação do livro negado pela Justiça.

Na quinta-feira, 27, a 9.ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo negou a João Gilberto liminar de busca e apreensão do volume nas livrarias. O papa da bossa nova ainda terá de arcar com as custas e honorários do processo.

O baiano argumentava que o livro de Garcia apresentava “conteúdo ofensivo à imagem e intimidade, por meio de exposição não autorizada do retrato pessoal do autor”.

João Gilberto também vê “calúnia e difamação” no trabalho, dizendo que o autor passa uma ideia de “homem displicente no cumprimento de suas obrigações trabalhistas, de alguém que emite conceitos desfavoráveis a outras figuras artísticas” e que João é “acometido de neurose obsessiva e paranoia”, desmoralizando-o.

O livro de Garcia, dividido em quatro partes, apresenta uma seleção de entrevistas concedidas pelo cantor e depoimentos de pessoas próximas, como Dorival Caymmi e Vinicius de Morais. Traz também ensaios e textos críticos escritos especialmente para a edição, entre eles Caetano Veloso, Mario Sergio Conti, José Miguel Wisnik e Lorenzo Mammì.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.