Misterioso. Dono de um topete inconfundível, Morrissey completa, nesta quarta-feira (22), 53 anos. Com uma voz peculiar, o cantor, que foi eleito o maior inglês vivo e o segundo maior de todos os tempos, perdendo apenas para Shakespeare, garante seu nome entre os maiores compositores do nosso século.

Sua carreira, iniciada nos 80, comandando o The Smiths está entre mais promissoras e polêmicas de todos os tempos. Chamado de racista na década de 90, o cantor continua a carregar essa dolorosa pecha, principalmente após declarações como na qual referiu-se aos chineses como “uma subespécie”, devido a forma como tratam os animais. Na mesma proporção, o bardo coleciona sucessos como “The boy with the thorn in his side”, “This charming man” e “How soon is now?”, as três a frente da sua finada banda e “Everyday is like Sunday”, “The more you ignore me, the closer I get” e “Irish blood, English heart” em carreira solo.

O menino franzino e tímido que cantava a violência sofrida nas escolas se transformou em a voz de toda uma geração. Seus shows estão repletos de fãs devotos, que ajudam a criar a imagem do ídolo. Inspirado pelo escritor Oscar Wilde, Morrissey tem a língua ferina, sempre disparando comentários ácidos ao governo ou qualquer outra instituição política.

Mesmo sem gravadora desde o final de 2009, o inglês tem apresentações lotadas e seus discos continuam os melhores da história da música.