A 61ª Feira do Livro de Frankfurt, a maior no mundo do mercado literário, abre suas portas oficialmente hoje. O Brasil contará com a participação de 50 expositores – 46 editoras e quatro instituições.

Juntos, eles ocuparão um estande coletivo de 120 metros quadrados e deverão apresentar ao público 1.640 títulos nacionais. Hoje também está previsto o lançamento do novo livro de José Saramago, Caim, que chega ao Brasil no sábado, pela Companhia das Letras.

A feira começa sob o efeito de uma pesquisa feita pelos organizadores que aponta que o livro digital deverá desbancar a tradicional versão em papel em 2018. Foram consultadas 840 pessoas que mantêm alguma ligação com o evento, entre editores, livreiros, escritores e jornalistas, a maioria europeus.

“É o momento, portanto, de se buscar novas estratégias, de esquadrinhar o mercado e de envolver o padrão internacional”, comentou Jürgen Boos, diretor da Feira.

A pesquisa, de fato, demonstra uma radical mudança de atitude no mundo editorial. Se, no ano passado, 40% acreditavam que 2018 marcaria o início do domínio digital, a cifra cresceu agora para 50%.

A crise econômica é citada como principal incentivadora para tal mudança de opinião – é preciso buscar alternativas. Os números mostram que há, de fato, uma tendência para a mudança de mercado.

A Alemanha, por exemplo, registrou a venda de 65 mil e-books vendidos no primeiro semestre deste ano. Por outro lado, o novo livro do mega campeão de vendas Dan Brown, O Símbolo Perdido (que a Sextante lança no Brasil no dia 24 de novembro), rendeu mais na versão em papel: dos primeiros 2 milhões de exemplares vendidos, apenas 100 mil eram e-books.

Programação

O destaque na programação é a mesa redonda Euclides da Cunha e a Identidade Latino-Americana, no Espaço Forum Dialog. Com mediação do presidente da União Brasileira de Escritores, Levi Bucalem Ferrari, o encontro vai reunir Claudius Armbruster, diretor do Instituto Luso-Brasileiro da Universidade de Colônia; o crítico literário Fábio Lucas; Leopoldo M. Bernucci, professor do Departamento de Espanhol e Português da Universidade da Califórnia; e Francisco Foot Hardman, professor do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem e Assessor Especial da Reitoria da Unicamp. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.