De 9 a 19 de março, São Paulo se transformou na capital nacional da cultura. A 19.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ofereceu, nesse período, mais de 310 horas de programação cultural, 1,5 milhão de livros, 3 mil lançamentos, quase 700 sessões de autógrafos e reuniu um time de grandes nomes da literatura nacional e estrangeira.

Pela primeira vez no Anhembi, a Bienal atraiu um público de 811 mil pessoas (sendo 180 mil estudantes do programa de Visitação Escolar). Pesquisa realizada pela Datacultura Estatísticas e Pesquisas Culturais com os visitantes revelou que 86% avaliaram positivamente o evento.

Autores também aprovam

Renomados autores que participaram da programação cultural ou escolheram a Bienal para lançar suas obras e, desta forma, ficar mais próximos dos seus leitores, também aprovaram o evento.

A escritora Lya Luft, que lotou o Salão de Idéias no dia 18, acredita que ?hoje em dia não se imagina mais a literatura brasileira sem as bienais?. Outra entusiasta do evento foi Nélida Piñon. Outra autora que lotou o Salão de Idéias foi Ruth Rocha.

Negócios

O grande movimento observado pelos corredores e estandes do Anhembi reverteu-se em negócios para os mais de 320 expositores da Bienal. Pelo levantamento da Datacultura, 77% dos entrevistados fizeram compras no pavilhão. Deste total, 67% levaram de um a cinco livros e 63% gastaram até R$ 100.

Já entre as editoras há quem comemore aumento de até 100% nas vendas em relação à última edição, como foi o caso da Livraria Pontes. Além de fatores como o número de títulos e o fato de estarmos com um estande maior, a localização do Anhembi também ajudou bastante?, comemora Carlos César Trausula, gerente geral da empresa.

Outra editora que está satisfeita com o desempenho na Bienal é a Paulinas. Para a gerente de marketing da empresa, Terezinha Dambros, em vendas essa edição superou a de 2004. ?O faturamento cresceu 30% e, em quantidade de exemplares, 60% em relação ao mesmo período de 2004?, comenta Terezinha.