A 26.ª Bienal de São Paulo é sucesso desde a sua abertura ao público. No domingo, entraram aproximadamente 20,4 mil pessoas no prédio da Bienal, no Pavilhão do Parque do Ibirapuera. Muitos foram estimulados pela gratuidade – o que atraiu inclusive a população que costuma freqüentar o Parque do Ibirapuera aos domingos – e pela grande quantidade de turistas e empresários que vêm a São Paulo ávidos por ofertas de qualidade no campo cultural.
Corredores e rampas repletas de gente, que comentava ora entusiasmada ora um pouco assustada com as obras expostas, não causaram – ao menos por enquanto – nenhum tipo de transtorno na hora da entrada (ao contrário do que ocorreu na noite de abertura para convidados, cujo controle em função do sistema de segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou, para muitos, o que seria uma festa em longas e desagradáveis filas).
O pátio de entrada, amplo o suficiente para abrigar grandes obras como a instalação de troncos de madeira de Ivens Machado, acabou transformando-se numa espécie de pátio de convivência. Lá também está uma das obras mais atrativas para a garotada: um conjunto de tapetes de pano que reconstroem em terceira dimensão a paisagem paulistana, concebido pela chinesa Yin Xiuzhen.