Rodrigo Santoro faturou
o prêmio de melhor ator.

O longa Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky, inspirado na obra O Canto dos Malditos, do escritor paranaense Austregésilo Carrano, faturou nada menos que sete dos dezesseis prêmios distribuídos anteontem à noite pela recém-criada Academia Brasileira de Cinema aos melhores filmes e profissionais do cinema nacional, na entrega do Grande Prêmio BR de Cinema.

Bicho levou os canecos de melhor filme, melhor diretora, melhor ator (para Rodrigo Santoro), melhor ator coadjuvante (Othon Bastos), melhor roteiro (Luiz Bolognesi), melhor edição (para os italianos Jacopo Quadri e Letizia Caudullo) e melhor trilha sonora (para André Abujamra, do Karnak e ex-Mulheres Negras).

Lançado no circuito comercial em junho do ano passado, o filme ganhou vários prêmios antes mesmo de estrear nas salas de exibição. Foram sete Candangos no Festival de Brasília, em novembro de 2000, e nove prêmios em Recife em abril de 2001.

Bodanzky não pode comparecer à cerimônia de entrega do Grande Prêmio BR porque deu à luz uma menina há três semanas. Ela pediu para agradecer a Austregésilo Carrano, que participou da elaboração do roteiro.

Carrano enfrenta um problema jurídico. Por decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, ele perdeu os direitos do livro, cuja venda foi proibida preventivamente em maio.