Uma das mais consagradas e aplaudidas companhias de dança brasileiras, o Balé Teatro Guaíra (BTG) está completando 40 anos de existência, tendo sido criado pelo Estado, na gestão do então governador Paulo Pimentel, em 1969. Em comemoração, os atuais e antigos bailarinos e diretores serão homenageados hoje, às 20h, no piso Portinari do Estação Embratel Convention Center. O evento, formulado para convidados, é intitulado 40 anos, dança, arte, talento.

Além disso, no salão de exposições do Guaíra, uma mostra aberta ao público apresenta alguns figurinos, programas de obras, vídeos e fotografias que contam um pouco da história da companhia ao longo das últimas décadas. A mesma tem entrada gratuita de segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 14h às 17h. “Em setembro, também vamos estrear uma releitura do espetáculo Lendas do Iguaçu (cuja primeira montagem aconteceu em 1988) e, até o final do ano, deve ser lançado um livro sobre a companhia”, diz a primeira bailarina do BTG, Eleonora Greca, que ingressou na companhia em 1976.

Quando começou, o BTG tinha doze bailarinos. Já chegou a ter cinquenta e, hoje, conta com trinta integrantes de diferentes faixas etárias. Segundo Eleonora, a companhia, ao longo dos anos, teve fases muito boas e fases mais amenas. Porém, nunca ficou parada e tem um repertório bastante extenso (são 140 obras montadas). “Tivemos doze diretores e contamos com a participação de coreógrafos e bailarinos renomados mundialmente”.

Entre os artistas que realizaram participações no BTG estão os diretores Yurek Shabelewski, Hugo Delavalle, Carlos Trincheiras, Jair Moraes e Suzana Braga; os coreógrafos Maurice Bèjart, Milko Sparembleck, Vasco Wellenkamp, Tatiana Leskowa, John Buttler, Clyde Morgan, Rodrigo Pederneiras e OlgaRoriz,; além de Ana Botafogo, Ekaterina Maximova, Vladimir Vasilev, Monica Panader, Cristina Martinelli, Aldo Lotufo, José Moura e Emílio Martins. A companhia já se apresentou em Portugal (em 1984), países da América Latina e diversos estados brasileiros, realizando sempre viagens pelo Paraná.

“O BTG é uma companhia pública e que foi criada para que o público em geral tivesse acesso à dança. Por isso, com o objetivo de formação de plateia, realiza uma série de apresentações gratuitas ou a preços populares e não se prende a um único estilo de dança. Apresenta desde o clássico até o ultra contemporâneo”, afirma Eleonora. “O nível técnico dos bailarinos que compõem o BTG é muito bom. Eles têm muita versatilidade e uma capacidade impressionante de assimilação de movimentos”.