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Bailarino apresenta “Estado da Liberdade” em Cascavel

  • Por Jornalista Externo

Depois de passar por diversas capitais brasileiras, Hector Bohamia, bailarino argentino radicado na Alemanha há 20 anos apresenta em Cascavel neste domingo, às 20 horas, o espetáculo "Estado de Liberdade". A turnê pelo Brasil inclui cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, Belo Horizonte, Boa Vista, Rio Branco, Macapá, Brasília, Goiânia, entre outras. Em Cascavel, a apresentação acontece dentro da programação "Ecos do 17º Festival de Dança de Cascavel", numa realização da Prefeitura de Cascavel, através da Secretaria da Cultura, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura, Gruppo Folklorico Italiano Ladri di Cuori e academias de dança da cidade.

Héctor Bohamia é um dos artistas mais prestigiados atualmente na Europa, dentre os destaques de sua geração. "Familiarizado ao expressionismo, sua arte tem o efeito de um punhal congelado apoiado sobre a pele quente", disse o jornal alemão Die Zeit. A sua carreira no palco se desenvolve paralelamente com suas produções para o meio operístico, cinematográfico e companhias de dança de todo o mundo.

Não são poucos os que estimam que Héctor Bohamia é o artista mais reconhecido do cenário moderno de sua geração, ainda que suas obras como intérprete, sua concepção do cenário e fundamentalmente sua capacidade de direção não terem sido ainda avaliadas no Brasil como se tem na Europa e países asiáticos, onde já se apresentou várias vezes.

Segundo a crítica Thereza Micicche, Bohamia descreve toda sua voltagem imaginativa com a precisão de uma câmera fotográfica que vai registrando, a partir da observação dos seres humanos, estados de ânimos e gerando tensões e expectativas. "O que se observa sobre a superfície tem profundas raízes expressionistas. Suas idéias cênicas possuem uma enorme visão de vanguarda, entre o teatro, a lírica, o cinema e as artes plásticas, e seus personagens ocupam o primeiro plano de ações", diz.

Sua linguagem, explica Micicche, conquista o espectador de uma maneira difícil de explicar, "pois descreve com clara emoção a difusa sensação de enfrentarmos um efeito artístico absolutamente distinto do que nos é mostrado ou proposto nas maiorias das turnês que vemos".

 

O ARTISTA – Como artista solista tem feito participações em festivais de Avignón,Edinburgh,Aix-en Provence Sheffield, Sitges, Otono de la Villa de Madrid, além de uma lista interminável de produções, como Porgy and Bess de Gershwin para a Ópera de Virginia, The Civil Wars de Glass para a Ópera Semper de Dresden e Knöxville Summer of 1915 de Barber para o Volksbühne Hall de Köln.

Radicado a mais de duas décadas em Frankfurt (Alemanha), Bohamia sempre se manifestou como um homem inquieto e interessado na transformação. A arte, mais especificamente a dança no Brasil, segundo ele, carecem de muita pesquisa. "Há ótimos bailarinos, há ótimos profissionais, porém falta estudo e criticidade aos trabalhos, o que garantiria mais possibilidade de empreendimento", diz o bailarino, lembrando que dança não se resume a movimento. "Dança é essencialmente pesquisa, investigação. Mais ainda, a dança precisa ser mais visceral e menos visual. Eu sou um artista das vísceras. Para transgredir tem que estudar e acima de tudo construir uma personalidade própria".

Contra a uniformização da cultura, Bohamia vê a expressão corporal e a dança com um papel essencial. O da provocação. A auto-expressão, a criatividade e o olhar crítico proporcionados por estas atividades corporais são ótimas defesas contra a massificação de idéias e valores dominantes, uma vez que fortalecem as imagens internas individuais. "Por isso, em cada lugar por onde passo eu respeito suas características e especificidades", enfatiza.

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