Arnold Schwarzenegger, figura que pouca gente poderia imaginar como destaque num evento literário, protagonizou os momentos mais concorridos do primeiro dia da Feira de Frankfurt, na tarde de hoje (10).
O ator e ex-governador da Califórnia foi lançar sua biografia “Total Recall”, que sai no Brasil em 16 de novembro pela Sextante.
Participou de debate, entrevista coletiva e tarde de autógrafos, cercado de seguranças tão grandes quanto ele e de editores nas pontas dos pés tirando fotos com celular.
O inusitado da situação combina com a trajetória que Schwarzenegger conta no livro, assinado em parceria com Peter Petre. “Quais as chances de um garoto austríaco pobre virar campeão de fisiculturismo, entrar no show business de Hollywood e ser eleito governador da Califórnia?”, disse ele.
O livro foi considerado “chapa-branca” pela crítica internacional –“a mais desagradável biografia de celebridade”, diz o “Guardian”.
Não cita, por exemplo, o pedido de clemência que Schwarzenegger, quando governador, negou a Stanley “Tookie” Williams, condenado à morte por matar três mulheres e depois indicado ao Nobel da Paz por ter escrito na prisão livros infantis para afastar crianças do crime.
“Não pensei nisso”, disse, questionado sobre por que deixou a história de fora. “O povo da Califórnia escolheu e segui a lei. Ele matou, era perigoso, foi executado e eu não pararia isso”, disse.
O livro resvala numa espécie de autoajuda, estilo “fui, vi e venci”, embora tenha algumas boas histórias de Hollywood e especialmente do envolvimento do ator, republicano, com a política.


