Aos 53 anos, o cantor e compositor Lobão passa por uma fase de balanços. O da vida rendeu a biografia 50 anos a Mil, escrita com o jornalista Claudio Tognolli e lançada no final do ano passado pela editora Nova Fronteira. O da música chega pelo box “Lobão 81-91 + DVD Acústico MTV”, sob a chancela da Sony Music. Pelo título do projeto, já se sabe que os quatro discos nele contidos não revisitam amplamente seus mais de 30 anos de carreira, mas, sim, fazem um recorte de períodos significativos dela.

O repertório de três discos dessa caixa recuperam os dez primeiros anos de Lobão como artista solo. São faixas selecionadas dos sete discos de estúdio, lançados pela BMG nesse período, de “Cena de Cinema” (1983) a “O Inferno é Fogo” (1991). Tem, ainda, o sucesso “Decadence Avec Elegance”, lado A do compacto de Lobão e Os Ronaldos de 1985. “Eu só deixei de fazer discos com gravadoras a partir de 1999. Ainda gravei, pela Virgin, o Nostalgia da Modernidade (1995) e, pela Universal, o Noite (1998)”, afirma o músico carioca.

Nos discos 1 e 2, está concentrada boa parte de sua obra mais notória. Incluem-se aí sucessos como “Me Chama”, “Vida Bandida”, “Blá, Blá, Blá… Eu Te Amo”, “Por Tudo Que For” e “Essa Noite, Não”. No disco 1, em específico, “Noite e Dia” (parceria dele com Júlio Barroso) ganhou fama na voz de Marina Lima, num disco da cantora, o “Desta Vida, Desta Arte” (1982). “Eu tocava na banda dela. Foi minha primeira música gravada e meu primeiro hit nacional”, diz ele.

Já o disco 3 foi destinado aos, digamos, lados B de Lobão, como “Amor de Retrovisor”, “Bambina”, “Robô, Roboa”, “Love Pras Dez”, além das parcerias com o amigo Cazuza em “Baby Lonest” e “Glória” (Junkie Bacana). O disco 4, na verdade, é o DVD de seu Acústico MTV (2007), que foi “dizimado pela crítica”, como desabafou o cantor. As informações são do Jornal da Tarde.