‘Além do Tempo’, a próxima novela das 18h que estreia dia 13 de julho, traz em seu elenco duas das mais belas atrizes da Globo. Paolla Oliveira e Alinne Moraes viverão rivais que brigam pelo amor do mesmo homem, na trama que se passa, até a metade da história, no século XIX.

Melissa (Paolla Oliveira) é noiva de Felipe (Rafael Cardoso), um rapaz nobre e viúvo que é visto pela futura sogra, Doroteia (Julia Lemmertz), como a única chance de livrar a família da falência. Mas ele se apaixona pela noviça Lívia (Alinne Moraes), a mocinha da novela, e desiste do casamento, o que faz com que a vilã Melissa seja capaz de qualquer coisa para tê-lo de volta. Veja ao lado que elas falam sobre as personagens. era uma personagem de época?

Confesso que não fiz muitos personagens de época. Estou muito realizada com esse trabalho. Ficamos um mês no sul, gravando. E é bom quando a gente vê que o esforço está valendo a pena.

Você queria voltar para as novelas?

Quando fechei a novela do Manoel Carlos (Em Família), engravidei e não pude fazer. Então, esperei um tempo com o meu filho. Agora, o Papinha voltou a me convidar e achei incrível, principalmente porque voltar em uma novela das 18h é mais tranquilo.

Como é a Lívia?

Essa é a primeira mocinha jovem e delicada. Nunca fiz mocinha: já fiz a tetraplégica, a psicopata, a lésbica, sempre personagens polêmicos. Mas fazer a mocinha é bem difícil, ela é sempre muito certinha. Ela não tem muitos caminhos. É muito correta, digna. Os outros personagens te dão mais possibilidades, te abrem um leque.

Como está fazendo para conciliar a maternidade com as gravações?

Não fiquei longe do meu filho. No sul ele ficou o tempo inteiro comigo. E agora o bercinho de camping já está no meu carro. Quando eu precisar, monto aqui no Projac. Não vou trazer sempre, mas, uma vez ou outra, quero sim.

Você será uma vilã. Foi uma escolha sua?

Não, mas eu acho que tenho sorte. Busco muito essa variedade de papéis. Sou inquieta na vida e trago essa característica para a profissão. A Melissa é uma vilã que chega a ser engraçada. Algumas cenas com a mãe e com o irmão são tão divertidas que a gente brinca que eles formam uma quadrilha de trambiqueiros. A época também me encanta.

Uma novela que retrata o passado encanta você?

Isso sempre traz um charme para as histórias. Eu já tinha feito década de 1950 e 1960, mas agora é século XIX. O cuidado precisa ser ainda maior com a pesquisa, porque se trata de um período que ninguém que estiver assistindo viveu.

Como você está lidando com a caracterização? É diferente de Felizes Para Sempre?…

Não dá para negar que é tudo muito lindo, mas as vestimentas são bem complicadas. É muita roupa e um tal de amarra daqui e dali. A série foi um trabalho incrível. Mas, por mais que sempre associem meu nome, não foi um êxito meu, foi do conjunto. A Dani era uma personagem boa, instigante e de caráter duvidoso. Me trouxe grandes frutos. E, é claro, mais todos aqueles elogios que recebi na mídia e nas redes sociais.