Quase 40 anos separam o lançamento do álbum “Exile on Main Street”, o décimo da banda inglesa Rolling Stones, de sua reedição na forma de CD duplo (Universal), com direito a dez faixas bônus, como “Pass the Wine” (Sophia Loren), “Good Time Women” e “Dancing in the Light”. Recebido com reservas por especialistas quatro décadas atrás – e tratado como obra menor pelo próprio Mick Jagger -, o disco foi alçado à condição de uma das principais obras da história do rock. Em muitas listas, figura entre as dez mais relevantes.

Em 1971, exilados na Riviera Francesa, no sul daquele país, Jagger (vocal), Keith Richards (guitarra e vocal), Mick Taylor (guitarra e baixo), Bill Wyman (baixo) e Charlie Watts (bateria) cunharam “Exile on Main Street” num momento um tanto conturbado para a banda. Fugindo do fisco inglês, o quinteto se isolou no porão de um antigo casarão, que foi transformado em estúdio e QG temporário da então maior banda de rock’n’roll do mundo. Afinal, àquela altura, seus maiores concorrentes, que respondiam pelo nome de The Beatles, não existiam mais, após sua dissolução definitiva em 1970.

Na temporada francesa, os Stones esbanjaram dinheiro, sem se importarem de o governo britânico estar em seu encalço. Afundaram-se em drogas e problemas pessoais. Entre viagens movidas a heroína, picos de criatividade e a busca pela sanidade, fizeram de “Exile” uma confluência de rock, blues, country e soul.

Com este relançamento, a banda voltou ao topo das paradas de sucesso britânicas, coisa que não acontecia desde 1994, com “Voodoo Lounge”. No próximo dia 4, às 23 horas, o Multishow vai exibir o documentário “Rolling Stones, Exile on Main Street”, que narra justamente os bastidores da gravação do álbum, lançado em 1972. A direção é de Stephen Kijak, com produção dos próprios Stones Keith Richards e Mick Jagger.