Um acordo fechado hoje pôs fim à crise na Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). Trinta e cinco músicos que estavam sem tocar com a OSB desde o início do ano serão reincorporados. Outros cinco que haviam sido demitidos por justa causa terão os direitos trabalhistas pagos. Eles preferiram não ser readmitidos.

A crise que começou em janeiro, depois que os músicos se recusaram a participar de avaliações de desempenho impostas pela direção, teve muitas rodadas de negociação. A última durou um mês e resultou no acordo, que prevê a reintegração numa formação orquestral distinta e sem a regência do maestro Roberto Minczuck.

“É uma alegria ter terminado esse período de desconfiança e tensão. A instituição é maior do que todos nós”, disse Fernando Bicudo, diretor artístico da OSB. “Foi bom para todo mundo. O fato de estar voltando para o lugar de onde nunca deveria ter saído é bom demais. Foram oito meses muito difíceis”, disse Luzer David, violinista que representou os instrumentistas durante a crise.

Na semana que vem serão realizadas reuniões para detalhar como será feita a reintegração, e os ensaios devem começar em breve. Dos 35 instrumentistas, parte havia sido demitida e parte era de veteranos da orquestra que se solidarizaram, mas não chegaram a ser dispensados.