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A música como um impulso para criar um mundo à parte

O uso da música dodecafônica não foi especialmente relevante para Webern quando o austríaco começou a compor. Ele teria de amadurecer para seguir os passos de seu mentor Schoenberg. Ninguém nasce moderno. É a percepção de um mundo novo que leva músicos a experimentar timbres insólitos e redefinir técnicas. Webern foi espartano em suas escolhas musicais. Francisco Faria é igualmente espartano ao optar pelo grafite para criar uma paisagem “holística” – metafísica, no limite.

A paisagem, como lembra Faria, “era um anátema nos anos 1980, quando comecei”. Não é mais. Pintores reconhecidos, como Paulo Pasta, e seu discípulo Felipe Góes, seguem por um caminho semelhante ao de Faria – tortuoso e bem diferente dos antigos paisagistas de Barbizon, no sentido que a percepção da paisagem mudou desde que a máquina fotográfica foi inventada. Em todos esses casos, porém, essa paisagem ainda tem um mediador: a história da arte.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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