A novela “Apocalipse”, que estreia nesta terça-feira, 21, na Record TV, deve fazer o telespectador refletir sobre como gostaria de passar seus últimos momentos de vida, avisa Igor Rickli, que interpreta o mocinho Benjamin. “No fim das contas, a novela vai colocar todo mundo para pensar no que quer realmente para a sua vida”, adianta o ator.

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Desastres naturais, serial killers e o próprio Anticristo serão os responsáveis, na ficção, pelo início do fim dos tempos. Na vida real, por outro lado, Juliana Knust acredita que o prenúncio do apocalipse começa a se manifestar pela falta de respeito. “As pessoas não se respeitam mais, as pessoas não têm mais contato físico, só se falam pela internet”, lamenta a atriz, que interpreta a protagonista Zoe, uma jornalista. “A gente já está no início do fim mesmo. Hoje eu consigo fazer essa ligação: o apocalipse está aí”.

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Edson Spinello, diretor da novela, explica que, apesar de ser um produto de ficção e entretenimento, a novela traz diversos problemas que enfrentamos hoje. “A gente quer colocar em discussão questões que estão no dia a dia nos jornais. O conflito nuclear da Coreia do Norte, tsunamis, desastres. O ser humano está passando por uma fase que eu, pessoalmente, chamo de Idade Média”, disse.

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E quem estiver esperando de “Apocalipse” uma resposta sobre como lidar com o “fim dos tempos” da vida real pode se decepcionar. “Eu não sei se a novela vai dar uma apaziguada. Mas eu acho que tanto na novela como na vida a gente tem que acreditar sempre no positivo, mesmo que não dê certo. Se não, perde a graça”, afirmou Igor Rickli.

Na vida fora das telas, Juliana, que tem dois filhos pequenos, acredita que ainda temos a chance de reverter a destruição. “Se cada um fizer uma parte no seu núcleo familiar, até eu, por exemplo, educando meus filhos, fazendo com que eles amem as pessoas, tenham calma, paciência… Se cada um fizer um pouco no seu núcleo acho que a gente consegue mudar um pouco esse cenário”, avaliou.

Igor Rickli também acredita que a reflexão sobre a novela pode servir de combustível para pensar positivo. Ele afirma que, se o mundo estivesse acabando, não teria dúvidas do que gostaria de fazer: ficar com a mulher, a cantora Aline Wirley, e o filho, Antônio, de três anos. “Vou sair fazer o quâ? Conhecer o mundo? Eu vou ficar com quem eu mais amo nessa vida, porque é o que mais importa: nutrir relação de amor e ser nutrido por isso.