Hoje, às 17h30, tem sessão de autógrafos com o jornalista e cartunista do O Estado do Paraná, Dante Mendonça, autor do livro A banda polaca: humor do imigrante no Brasil meridional, na Livrarias Catarinense do Balneário Camboriú Shopping. (Editora Novo Século – R$ 33,00).

É de Santa Catarina, especificamente de Brusque, a primeira polaquinha nascida no Brasil, no século XIX: Izabella Kokot, em 12 de outubro de 1869. Das terras catarinenses algumas famílias polacas reimigraram para o Paraná, que hoje concentra a segunda maior concentração da etnia fora da Europa (a primeira é em Chicago, nos EUA).

Mas restam descendentes dos pioneiros polacos em Brusque e no norte de Santa Catarina. Mais de um século se passou e a força de sua influência permanece.

São coisas de se ler em A banda polaca: humor do imigrante no Brasil meridional, história e estórias, causos e piadas dessa brava gente recolhidas por Dante Mendonça, neotrentino radicado em Curitiba.

A banda polaca é o lado polaco do Sul do Brasil. Também foi uma banda do carnaval curitibano nos anos 70.

Essa duplicidade de conceitos inspirou Dante Mendonça, um dos fundadores da carnavalesca Banda Polaca, a escrever o livro.

O anticarnaval de Curitiba foi só a desculpa para introduzir o assunto. Vale mesmo, ao longo das páginas bem pesquisadas, o comportamento do polaco.

Muitas vezes quieto, pensativo, com um ar que parece ingênuo, o polaco é de verdade mesmo muito esperto, inovador de costumes, com um humor fino e elaboradíssimo.

Introduziu nas terras do Sul traços culturais que se incorporaram ao dia-a-dia do restante das populações. Isso se vê na agricultura, na produção doméstica de alimentos, nas receitas, nas danças, na música, nas cores preferenciais, no jeito de fazer a casa e de morar. Especialmente, no humor.

Esse toma conta do polaco cientista, intelectual, professor, artista, pesquisador e também do que chegou como colono, cercou a propriedade, introduziu a carroça de toldo, ensinou a cortar madeira no tempo certo para fazer a casa, a fazer a broa de centeio, a azedar o repolho na pipa, a festejar o casamento – ou o batizado – por três dias seguidos.

O sotaque em gerúndio, quando nem se sonhava com a internet e a tradução literal do inglês informático, dá sabor especial às conversas e às piadas, aos causos contados com um humor tocante, de rir e de emocionar.