A pequena Alice e seu País das Maravilhas não são mais exatamente os mesmos. Agora com quase 20 anos, Alice volta ao mundo de fantasia que visitou quando criança, embora sem se lembrar de nada do que aconteceu da primeira vez. Ela descobre que o que conhecia como País das Maravilhas na verdade é o Mundo Subterrâneo. Os personagens continuam com as mesmas características de antes, mas é a Alice que está passando por transformações. Estranho? Não. É a Alice de Tim Burton, que teve a data de seu lançamento alterada mais uma vez e deve estrear nesta sexta-feira.

Ao ser pedida em casamento pelo entediante aristocrata Hamish Ascot, Alice (a jovem atriz australiana Mia Wasikowska) usa o País das Maravilhas como um escapismo, uma forma de fuga dos conflitos reais, como uma alucinação do início da sua vida adulta. No Mundo Subterrâneo, onde os personagens vivem um período difícil desde que a Rainha Vermelha assumiu o trono, todos aguardam o retorno de Alice, embora quando ela chegue lá, ninguém tenha certeza se ela é a Alice “certa”. Ela reencontra antigos conhecidos seus: o Chapeleiro Maluco, o Gato Risonho, a Lagarta Absolem, o Cão Bayard, a bela Rainha Branca e sua malvada irmã mais velha, a Rainha Vermelha.

Seu maior aliado, o Chapeleiro Maluco, merece uma atenção a parte. Interpretado por Johnny Depp, que teve os olhos aumentados de 10% a 15% na tela para obter o efeito pretendido, o Chapeleiro sofre de envenenamento por mercúrio, uma doença comum que afligia muitos chapeleiros de antigamente que usavam o produto químico com regularidade em seu ofício. Depp e Burton destacaram a loucura do Chapeleiro ao mostrar, literalmente, as muitas mudanças de humor por meio da maquiagem e do guarda-roupa do personagem, criando virtualmente um anel indicador de humor humano.

O maior aliado de Alice, o Chapeleiro Maluco, personagem de Johnny Depp, merece uma atenção a parte.

Revisitando a clássica história criada por Lewis Carroll, Burton consegue elaborar uma versão interessante de Alice que, definitivamente, não é somente uma história para crianças. “Como em qualquer conto de fadas, há o bem e o mal. O que eu mais gostei no Mundo Subterrâneo é que tudo é meio estranho, até as pessoas boas. Isso, para mim, é algo diferente”, disse Burton. Os efeitos visuais, que também podem ser vistos em 3D para esta versão da obra, são encantadores. Os personagens animais têm aparência real, e não de desenho animado, uma exigência feita pelo diretor.

Audiolivro

Na onda da volta do sucesso de Alice, encabeçada pelo filme de Tim Burton, além das novas edições especiais da obra de Carroll disponível nas livrarias, chega ao mercado brasileiro o audiolivro de Alice, um produto novo que permite conhecer a história em momentos de mobilidade e nos quais não se poderia parar para ler. É um livro narrado e interpretado, com o texto na íntegra e sonoplastia. Em outras palavras, um filme sem imagens. A pré-venda do audiolivro Alice está sendo feita pela Audiolivro Editora. Quem fizer a compra pelo site (www.audiolivro.net.br) ganha um ingresso para assistir ao filme na rede Cinemark. O audiolivro custa R$24,90.