O Grande Circo Místico, um dos grandes
momentos dos 35 anos do balé do Guaíra.

Neste mês de maio, o balé do Teatro Guaíra está completando 35 anos de existência. Na época, chamado Corpo de Baile do Teatro Guaíra, o balé foi fundado pelo antigo diretor administrativo Octávio Ferreira do Amaral Neto, no dia 12 de maio de 1969, durante a gestão do então governador Paulo Pimentel.

“O Guaíra tinha uma escola de dança, mas não havia um núcleo profissional no Paraná. Foi daí que surgiu a intenção de criar o Corpo de Baile. Levei a idéia ao governador Paulo Pimentel, que assinou embaixo e sempre nos deu muito apoio, fornecendo desde verba para os cenários dos espetáculos até para as sapatilhas dos bailarinos”, lembra Octávio. “Por tudo isso, Pimentel ficou conhecido nacionalmente como o governador protetor do teatro e das artes.”

Para compor o Corpo de Baile, foi realizado um teste seletivo onde cem bailarinos se inscreveram para vinte vagas. Eles tiveram seu desempenho avaliado por três professores do Rio de Janeiro e de São Paulo. Foram aprovados dois rapazes e dezoito moças. Entre elas Aline Jambay, que na época tinha 17 anos de idade. “Lembro, que dançar profissionalmente era um sonho e eu estava muito nervosa no dia do teste.”

Aline, assim como outras primeiras integrantes do balé, são tidas como exemplo para as novas gerações. Atualmente atuando como professora de dança e prestes a se aposentar pelo Estado, ela conserva diversas fotografias e reportagens do início da carreira, contribuindo para manter viva a memória do início do Corpo de Baile. “Muitas bailarinas em início de carreira me procuram para saber como foram os primeiros anos do balet do Teatro Guaíra. Acho importante que estas informações sejam passadas adiante”, comenta.

Ao longo de 35 anos, o balé cresceu e se apresentou em diversas partes do Brasil e mesmo do exterior. Muitos bailarinos que iniciaram a carreira no Guaíra ganharam destaque nacional e mesmo internacional. Atualmente, é composto pelo grupo G2, formado por bailarinos mais experientes, e G1, formado por iniciantes. “O balé se desenvolveu bastante, sendo um verdadeiro orgulho para todo Paraná”, finaliza Octávio.