O técnico José Roberto Guimarães destacou o excelente início de ciclo olímpico da seleção brasileira feminina de vôlei após a conquista do título do Grand Prix, sacramentado com a vitória por 3 sets a 0 sobre a China, neste domingo, em Sapporo, no Japão. Ele lembrou que a equipe disputou um torneio com uma equipe mesclada entre jogadoras experientes e novatas, como a ponteira Gabi, de 19 anos.

“É importante encontrar atletas como a Gabi, a Natália e a Tandara para esse movimento do voleibol brasileiro continuar. Precisamos sustentar esse trabalho. A mescla dessas jogadoras com nomes como Sheilla, Fabi, Fabiana e Thaísa, que têm idade para a próxima Olimpíada, é muito importante. Temos que dar para o voleibol brasileiro a possibilidade de continuidade para o futuro”, analisou o técnico do Brasil.

Zé Roberto destacou o desgaste provocado pela forma de disputa do Grand Prix, em que as seleções jogam em três sedes diferentes e em semanas consecutivas na primeira fase. Depois, as brasileiras tiveram que ir ao Japão para a fase final. Assim, o treinador fez questão de destacar a união das jogadoras.

“O mais legal foi a convivência com esse grupo. O Grand Prix é o campeonato mais complicado e difícil que você pode participar pelo tempo fora de casa, as viagens, o fuso, o cansaço e a saudade. Essas meninas deixam de estar nas suas casas para treinar, viajar e dormir mal com o objetivo de representar a seleção brasileira. É muito importante esse sentimento de brasilidade”, disse.

Neste domingo, o Brasil precisava vencer apenas dois sets diante da China para conquistar o título do Grand Prix. Mas Zé Roberto explicou que o seu desejo era alcançar a conquista com mais uma vitória, o que a sua equipe conseguiu.

“Eu queria ganhar esse jogo. Esse era o objetivo principal. Ser campeão com um resultado positivo. O mais importante foi termos ganho todos os jogos por 3 sets a 0. Foi uma excelente campanha. Agora, vamos nos preparar para o Sul-Americano”, comentou.