São Paulo – Se a invencibilidade de 25 jogos (16 vitórias e nove empates) do São Paulo já chama a atenção, o que dizer de alguém que não sabe o que é perder há praticamente dez meses? Esse é o caso do zagueiro André Dias, que espera ampliar essa marca na partida de hoje, às 18h10, contra o Juventus, no Pacaembu, pelo Paulistão.
O técnico Muricy Ramalho não confirma, mas dá todos os indícios de que a equipe terá força máxima.
O Tricolor não sabe o que é perder desde o dia 24 de setembro, quando caiu por 3 a 1 diante do Palmeiras, pelo Brasileirão. Com André Dias em campo, contudo, a equipe não perde desde o 1.º turno da competição, no dia 14 de maio, 3 a 1 diante do Internacional, no Beira-Rio.
Depois disso, André ficou afastado por um longo tempo por conta de um imbróglio com o Goiás, que o deixou de fora das finais da Libertadores, contra o Inter, e também da disputa da Recopa, diante do Boca Juniors. Quando finalmente pôde voltar, Muricy havia mudado o esquema do time para o 4-4-2 e André acabou indo parar na reserva, já que os titulares passaram a ser Miranda e Fabão.
A invencibilidade pessoal, porém, traz à mente de André Dias o que ele considera o pior momento de sua carreira. ?Perdi a chance de seguir no time e jogar as finais da Libertadores?, diz o jogador, que foi afastado porque o Goiás contestava na Justiça sua saída e pedia um pagamento, que o São Paulo acabou fazendo. Ele ficou sem jogar de julho a outubro, quando voltou no empate por 1 a 1 com o Grêmio.
Denúncias
O ex-jogador do Paraná fez sérias denúncias contra empresário Neco Cirne, que cuidava de sua carreira até a transferência do Goiás para o São Paulo.
?Ele roubou de mim. Foi alguma coisa por volta de R$ 370 mil?, disse André Dias.