Marcelo Oliveira chegou ao Paraná Clube em janeiro. Com um estilo “mineirinho” conseguiu moldar uma equipe, senão brilhante, competitiva. E a base de tudo o que foi feito até aqui, não dá para negar, está nos números expressivos da defesa. Um esquema sólido, moldado a partir do 3-5-2 e que em momento algum se desequilibrara. Isso até o jogo frente ao Icasa, em Juazeiro do Norte. Irreconhecível, o Tricolor deu espaços ao adversário e acabou caindo em apenas quinze minutos, com três gols sofridos.

Só para se ter ideia da mudança de comportamento, foi a primeira vez que o time levou três gols sob a direção de Oliveira. Em outros 31 jogos entre Paranaense, Copa do Brasil e Série B a defesa só fora vazada duas vezes em uma oportunidade: 2×1 para o Rio Branco, em 17 de janeiro. Por dez vezes, nos outros trinta jogos, o goleiro Juninho não foi vencido. Então, o que deu tão errado? A solução para essa questão a comissão técnica espera encontrar de forma imediata, sem dar chance para novo revés.

Sem contar com duas peças fundamentais para o desempenho da defesa Irineu e Luís Henrique, contundidos Marcelo Oliveira aposta as fichas na retomada de um time menos disperso. “O sucesso da nossa marcação está na doação de todos. Foi assim no período pré-Copa e temos que recuperar isso, já”, avisou o treinador. A participação efetiva dos meias e atacantes no bloqueio aos adversários desafoga o meio de campo e dá maior segurança à zaga, que normalmente não fica no mano a mano, como se viu em Juazeiro do Norte.

“Temos que acreditar que foi um jogo atípico. Não chegamos até aqui, com cinco vitórias, por acaso. Então, a reação tem que ser imediata”, avisou Marcelo Oliveira, entendendo que novamente com três zagueiros o time tem maiores chances de recuperar o equilíbrio que colocou o Tricolor no G-4.