Marcelle prepara ataque da capitã Karin.

Stuttgart (AE) – Raiva de um lado, desprezo do outro. Brasil e China se enfrentam hoje, às 15h30 (de Brasília), em Stuttgart, nas quartas-de-final do Campeonato Mundial feminino de vôlei da Alemanha, com a rivalidade em alta pela suspeita de armação de resultados por parte das chinesas.

A partida é um teste de fogo para a jovem seleção brasileira, renovada depois que várias jogadoras pediram dispensa antes do Mundial. A revanche entre as equipes será transmitida pelo SporTV.

“Enfrentaremos as favoritas ao título e a pressão será grande. Mas estamos confiantes, porque sempre fizemos jogos equilibrados”, disse a levantadora Marcelle, que esteve em quadra na derrota para a China, na primeira fase do Mundial.

Mesmo com pouca experiência internacional, as brasileiras se destacam mais do que as chinesas nas estatísticas do Mundial. Marcelle lidera o ranking das levantadoras. A líbero Fabi é a quarta melhor na defesa e a quinta na recepção. A atacante Paula Pequeno também se destaca em dois fundamentos: é a décima pontuadora e a oitava bloqueadora. No saque, Scheilla é a terceira e Sassá está em nono na recepção. Entre as chinesas, apenas a levantadora Feng é a sexta nesse fundamento.

Outro favor favorável às brasileiras é a motivação. O elenco ficou indignado e promete se vingar das derrotas premeditadas das orientais para Grécia e Coréia. “Jogamos bem todas as vezes que enfrentamos a China. Nosso grupo pode ganhar e a hora é esta”, disse a líbero Fabi.

Mas o técnico Marco Aurélio Motta sabe que para vencer não basta a raiva acumulada. “Precisamos manter o bom aproveitamento do saque, nosso principal fundamento. Também devemos ter atenção no passe adversário e no bloqueio”, disse o treinador, mantendo a seleção com Marcelle, Luciana, Karin, Valeskinha, Sassá, Paula e líbero Fabi.

Outros jogos

O Mundial da Alemanha tem hoje os outros três jogos das quartas-de-final: Rússia x Bulgária, Estados Unidos x Cuba e Coréia do Sul x Itália.