O volante Gabriel, do Corinthians, afirmou que foi agredido pelo atacante William Pottker, da Ponte Preta, no jogo do último domingo, em Campinas (SP). “Foi um lance em que eu disputei a bola de cabeça, não vi ele, nem subi tanto, a gente disputou e caiu. No que caímos, a gente meio que enroscou no chão um com o outro, aí acho que ele quis se levantar e acabou me agredindo no momento. Eu até não entendi porque acho que não era para isso, ele ter uma atitude dessas”, disse Gabriel em entrevista à TV Globo nesta segunda-feira.

O lance aconteceu no primeiro tempo da vitória corintiana por 3 a 0. “Estou com a consciência tranquila, eu disputei a bola, nos enroscamos no chão como acontece e depois veio a agressão. Deixo para serem tomadas as decisões cabíveis para cada um”, completou. Ainda no intervalo da partida, William Pottker negou agressão e disse que foi puxado ao tentar se levantar.

Suspenso da finalíssima do Campeonato Paulista pelo terceiro cartão amarelo por falta em Clayson na etapa inicial, Gabriel afirma que não cometeu falta no lance. “Acredito que não foi. Praticamente nem relei no Clayson. Ele veio com a perna na minha. Fiquei chateado na hora. Vou desfalcar o time, mas nosso grupo é forte. Não vou estar presente dentro de campo, mas estarei do lado de fora”, afirmou o volante, que deverá ser substituído por Paulo Roberto.

O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) tem analisado com frequência as imagens dos jogos decisivos para punir os atletas. O lateral-direito Fagner, também do Corinthians, será julgado juntamente com o meia peruano Cueva, do São Paulo, nesta terça-feira, pelo TJD-SP. Os jogadores trocaram ofensas e agressões no segundo jogo da semifinal do Paulistão.

Os jogadores do Corinthians estão de folga nesta segunda-feira e retornam aos treinamentos na tarde desta terça no CT Joaquim Grava, na zona leste de São Paulo. A partida decisiva do Paulistão será neste domingo, às 16 horas, no estádio Itaquerão, na capital paulista.