Apesar de serem dois gigantes do futebol mundial, Brasil e Alemanha travarão nesta terça-feira apenas seu segundo duelo em Copa do Mundo, depois da vitória brasileira por 2 a 0 na final do Mundial de 2002. Assim como a Alemanha não teve seu principal jogador naquela decisão há 12 anos – o meia Michael Ballack estava suspenso -, o Brasil não terá Neymar no Mineirão.

Para o ex-volante alemão Dietmar Hamann, que jogou os 90 minutos da final de 12 anos atrás, caberá a Hulk o papel de protagonista do Brasil na ausência de Neymar.

Segundo o ex-jogador, a ausência de Neymar “é uma pena para ele e para a Copa do Mundo, pois ver os jogadores alemães tentando detê-lo seria uma grande batalha”. “O Brasil precisa agora de agora que tome a responsabilidade e se torne o protagonista. Vejo em Hulk a melhor aposta, mas eles vão perder os momentos de mágica de Neymar. Agora veremos se o ataque deles ainda é forte o suficiente para causar problemas à Alemanha”, avaliou.

Hamann considera que sua seleção não tinha jogadores “nem próximos do talento” de atletas como Mario Götze, Mesut Özil, Toni Kroos e Bastian Schweinsteiger – expoentes do time atual – e vê a Alemanha “mais preparada que nunca” para conquistar o título mundial. “Eles sempre podem jogar melhor, mas lidaram bem com a pressão contra Gana e Argélia e dominaram a partida contra a França, o time de mais destaque na competição até as quartas de final”, disse.

Perguntado pela Fifa sobre a qualidade do Mundial desta ano, Hamann se disse muito impressionado, principalmente pelo equilíbrio entre as equipes, e afirmou que se trata da melhor Copa do Mundo que já acompanhou. “A diferença entre grandes e pequenos certamente diminuiu. Além disso, o futebol ofensivo que tem sido jogado é fantástico e uma quantidade incrível de gols já foi marcada. Está muito bom e vai ficar ainda melhor com as duas grandes semifinais desta semana”, pontuou.