Quando o árbitro apitou o final da partida, o clima de tensão e desconfiança que pairava sob a Arena e o Atlético, nas últimas semanas, aparentemente desapareceu. No semblante da comissão técnica e jogadores a sensação de alívio e de dever cumprido. Apesar dessa alegria momentânea, todos sabem que somente com uma seqüência de resultados positivos a pressão vai desaparecer. E o próximo jogo é uma verdadeira pedreira, contra o Sport, em Recife. Independente da projeção, reencontrar a vitória na Arena foi motivo de muita comemoração. “Vitória importante. Nos dois últimos jogos o Atlético não foi merecedor dos resultados -empate contra o Inter e derrota diante do Cruzeiro. Desta vez, a bola entrou”, comentou o treinador, complementando que o seu time buscou os 3 pontos desde o apito inicial.

Para Fernandes o resultado traz tranqüilidade para trabalhar, pois uma vitória era o que estava faltando, já que ele sentia que não havia nenhuma “sacanagem” dos seus comandados e que tinha total apoio da diretoria rubro-negra. “Estamos trabalhando com honestidade. Futebol tem o seu tempo de maturação. A referência daqui pra frente é desse jogo para melhor”, afirmou o técnico, relembrando que ainda há jogadores importantes fora do grupo por contusão e regularização.

O capitão Alan Bahia ressaltou o empenho de todos os jogadores e a postura do time de marcar forte e explorar os contra-ataques. Outro motivo de comemoração foi que o ataque rubro-negro voltou a funcionar depois de sete jogos. “Procuro melhorar a cada dia. Espero fazer gols nas próximas partidas também”, disse Joãozinho. “Fazer gol é ofício de atacante. Se o Atlético vencer com gols de atacante é bem melhor”, complementou Anderson Aquino. Ele disse que tem como objetivo fazer uma boa temporada, já que ficou longe do Furacão por quase três anos, atuando por outros clubes. “Estou mais maduro e preparado para jogar no Atlético”, finalizou. Para o próximo desafio, o Atlético irá desfalcado do zagueiro Antônio Carlos e do ala Nei, que receberam o terceiro cartão amarelo.