O volante Arturo Vidal, da seleção do Chile e da Juventus, evitou nesta quarta-feira um julgamento por dirigir e bater a sua Ferrari embriagado e por ofensas à polícia, em acidente ocorrido no dia 16 de junho, ao fechar um acordo em que pagará uma indenização, doará materiais esportivos e terá a sua licença para dirigir suspensa por dois anos.

Nesta quarta-feira, o jogador compareceu a um tribunal na cidade de San Bernardo, na região metropolitana de Santiago, a capital do Chile, para ser acusado dos crimes de ofensa à polícia, que se soma aos delitos anteriores relacionados ao fato de ter dirigido um carro com 1,31 gramas de álcool por mililitro de sangue.

As medidas do acordo foram previamente negociadas entre o advogado de Vidal e a acusação. Além disso, o volante da Juventus fez um pedido de desculpas públicas à polícia, a quem ameaçou após sofrer o acidente.

O juiz disse que o jogador chileno tem direito a pagar pelos seus delitos com as medidas alternativas por não ter condenações anteriores e porque uma hipotética punição de prisão não superaria os três anos e um dia.

Após o acidente, sofrido durante um dia de folga da seleção chilena na Copa América, Vidal passou uma noite detido e teve, preventivamente, a sua habilitação suspensa por 120 dias, mas continuou defendendo a equipe no torneio. Agora, menos de uma semana após faturar o título pelo Chile, fechou um acordo para encerrar o caso.