Faltando sete corridas para o fim da temporada, o alemão Sebastian Vettel vai partir para o “tudo ou nada” no Mundial de Fórmula 1. Em terceiro lugar no campeonato, o piloto da Ferrari elegeu o compatriota Nico Rosberg como seu principal alvo já no GP de Cingapura, no fim de semana. O vice-líder está a 21 pontos de Vettel.

“O objetivo no campeonato agora é o ataque máximo. Temos que ir com todas as forças que tivermos. Ponto. E com certeza Nico está mais perto de nós do que Lewis [Hamilton], então ele é o nosso primeiro alvo. Mas assim que surgir uma chance temos que tentar tudo que for possível para ir em busca da ‘grande’ coisa!”, afirma Vettel, sem esconder que seu objetivo é o título, apesar da larga vantagem de Hamilton na liderança.

O piloto inglês, da dominante Mercedes, tem 252 pontos no Mundial. Rosberg soma 199, contra 178 de Vettel. “Sendo realista, Lewis está numa posição muito boa e tem um grande carro no momento. Mas eu tive anos em que estava numa situação forte, num time muito bom, com pessoas competentes. E mesmo nesta posição você precisa estar no topo de sua performance para extrair os resultados em cada fim de semana”, pondera.

Apesar das chances remotas de título, o tetracampeão da F1 já se mostra satisfeito com o rendimento em sua primeira temporada com a Ferrari. “Estou muito feliz com a posição em que estou agora porque a equipe tem sido ótima e eu recebo muita ajuda desde que cheguei aqui. Estamos no caminho certo, embora leva um tempo [para brigar pelo título]. Temos que ser pacientes porque este é um projeto de médio/longo prazo.”

RENAULT – Vettel lamentou o possível rompimento da Red Bull com a Renault. A empresa francesa pode até deixar a F1, após uma temporada em que seus motores decepcionaram as equipes, principalmente a Red Bull, pela qual o piloto alemão foi campeão quatro vezes.

“Para mim, isso é triste, porque eu estive envolvido nessa parceria durante a maior parte do tempo. Tivemos anos de muito sucesso, que infelizmente são esquecidos muito facilmente”, diz Vettel, alfinetando a postura da Red Bull de criticar recorrentemente a fornecedora. “A Renault fez um trabalho fantástico nos últimos anos ao fornecer motores de última geração. Foi provavelmente a melhor fornecedora de motores desta geração da F1.”