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De Letra

“Vermelhos” do interior lutam pela final inédita

  • Por Cristian Toledo
Da Silva (5) é um dos destaques
do Prudentópolis.

Não é todo dia que você pode escrever seu nome na história. Hoje, às 16h, no estádio Waldemiro Vágner, Paranavaí e Prudentópolis vão lutar por esse privilégio. Quem passar desse jogo conquista o que uma equipe do interior não consegue desde 92 – uma vaga na final do campeonato paranaense. Mais: também garante presença na Copa do Brasil, sem precisar de benesses ou troca de favores com a Federação Paranaense. E, claro, inscreve o nome do clube no ?livro de ouro? do nosso campeonato.

Nessa história de quase noventa anos estão clubes que sempre tiveram tradição em chegar às finais, como os clubes da capital. Mas também há espaço para o Londrina (que disputou ontem a outra semifinal com o Coritiba) e para o Grêmio de Maringá, talvez os dois times mais importantes do interior, muito pela representatividade das cidades que defendem. Em um mesmo patamar pode ser incluído o Operário, que hoje está em ruínas, mas que levou Ponta Grossa para a linha de frente do futebol paranaense.

E também estão clubes que tiveram passagens fugazes, mas que chegaram às finais e conquistaram títulos. Poucos hoje lembram-se do Mandaguari, que era um dos times mais fortes do estado nas décadas de 50 e 60. O Cascavel, treinado por Borba Filho (colunista de O Estado) foi campeão paranaense em 1980, com uma equipe que até hoje deixa saudades no Sudoeste.

E é nesse meio que os dois alvirrubros pretendem se meter. A vantagem é do Paranavaí, que joga por um empate, mesmo resultado do jogo de ida (2×2), sábado passado, em Prudentópolis. Benefício para uma equipe que foi a mais regular da competição (ainda está invicta), ao lado do Coritiba. E prêmio para um trabalho cuidadoso realizado no noroeste – apesar dos percalços de praxe -, formando um grupo experiente, calcado na artilharia de Neizinho.

Para o Prude, é mais um momento de provação. Quase ninguém acreditava na equipe depois do vexame na primeira rodada, quando a equipe foi massacrada pelo Coritiba por 7×1. Jorge Anadon saiu, Sérgio Moura entrou, e o time recuperou-se, superando-se em algumas partidas. A classificação para a segunda fase veio apenas na última rodada, e a passagem para a semifinal veio em um categórico 4×2 sobre o Iraty em pleno estádio Emílio Gomes.

As duas equipes têm problemas clínicos. O Paranavaí do técnico Itamar Bernardes, sofre mais, porque Júlio sofreu ruptura dos ligamentos do joelho esquerdo e está fora inclusive da final, se o time chegar lá. Nelmon, confirmado para substituí-lo, também se machucou, dando a vaga para Ricardo Alexandre. No Prudentópolis, Márcio foi vetado por causa de dores musculares, e Sandrinho – que começou a campanha como titular – ganha nova chance.

São esses ingredientes que agitam a partida, que para muitos seria impensável em uma semifinal de campeonato paranaense. Mas a presença dos ?vermelhos? prova que não são necessários planos mirabolantes (ou teorias de conspiração) para conseguir o sucesso. O melhor é trabalhar e jogar futebol. E acreditar sempre.

CAMPEONATO PARANAENSE

PARANAVAÍ x PRUDENTÓPOLIS

PARANAVAÍ – Vilson; Daniel, Marcelo, RoDrigo e Maurício; Gian, Márcio, Edílson e Reinaldo Alexandre; Neizinho e Aléssio.

Técnico: Itamar Bernardes.

PRUDENTÓPOLIS – Giovani; Danilo, Luciano, Beto e Zé Maria; Da Silva, Felipe, Ricardinho e Sandrinho; Alê Menezes e Biro-Biro.

Técnico: Sérgio Moura.

Súmula

Local: Waldemiro Wagner (Paranavaí)

Horário: 16h

Árbitro: Francisco Carlos Vieira

Assistentes: Francisco Aurélio do Prado e José Carlos Dias Passos

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