“Esse time vai chegar.” A promessa foi do meia Lenílson, logo após a vitória suada sobre o Foz, no último sábado. O jogador garantiu que na próxima quarta-feira às 21h50, no Durival Britto, contra o Iguaçu, o Paraná Clube vai confirmar a classificação para a próxima fase e pôr fim às oscilações.

O efeito gangorra foi marca registrada do Tricolor ao longo de toda essa temporada e corrigir esse defeito será o grande desafio do técnico Wagner Velloso.

“É algo que ficou bem claro nesses três jogos”, analisou Velloso. Na sua avaliação, os altos e baixos bem evidenciados pelos números da equipe na classificação do Campeonato Paranaense estão presentes também ao longo das partidas.

“Isso me preocupa. O rendimento da equipe não é linear. Em Foz, tínhamos o jogo sob controle. Um ou dois erros e logo o time se perdeu. Quando sofremos o gol, tivemos o pior momento em campo”, analisou. “É algo que temos que arrumar com urgência, pois a equipe não pode se abater assim.”

Velloso só não promete jogos “bonitos” nesse momento da temporada. “Nesse momento de definição, os jogos são definidos na garra, na transpiração”, anunciou. E talvez resida aí o grande mérito da nova comissão técnica após três jogos.

A apatia que tomou conta do grupo após a derrota em Rolândia (resultado que determinou a queda de Paulo Comelli) foi dissipada. “Hoje, o time está brigando. Já é um sinal de reação. A evolução técnica virá na sequência”, acredita o treinador paranista.

Para conseguir vitória e qualidade técnica no último jogo da fase classificatória, Velloso conta com a volta de duas peças importantes: o ala Fabinho e o volante Edimar.

“Ambos vinham bem e devem voltar.” Com a presença de Fabinho, o Paraná deve ter um ganho natural nas jogadas de linha de fundo, já que Edu Silva não emplacou e em Foz do Iguaçu teve mais uma fraca atuação.

No meio-de-campo, apesar da superação de Goiano (ele voltou após onze meses afastado por lesão), Edimar tem mais ritmo de jogo e força física para ajudar Agenor na proteção da zaga.

Ao que tudo indica, o sistema defensivo titular do Paraná está definido por Velloso, com o goleiro Rodolfo, os zagueiros João Paulo, Élton e Luís Henrique e os volantes Agenor e Edimar.

Como Thiago Araújo fez um bom jogo deve ser mantido na vaga de Murilo, que só volta no Brasileiro, as alas também estão “cobertas”. Assim, na prática, além da correção comportamental da equipe (para que não se abata nos momentos de dificuldades), Velloso terá que trabalhar diretamente no ajuste da sintonia fina entre os meias-armadores e o ataque.